Volvo Penta apresenta nova geração dos motores D4 e D6

Por: Redação -
01/06/2019
Foto: Divulgação

Com mais de 100 mil unidades entregues desde sua introdução em 2003, a Volvo Penta deu à sua próxima geração de pacotes de propulsão D4 & D6 uma revisão abrangente. Eles estão disponíveis em três variantes diferentes: Volvo Penta IPS, Inboard e Aquamático (sterndrive).

Os benefícios afetam quase todos os aspectos que os proprietários de barcos consideram importantes – incluindo desempenho, confiabilidade, durabilidade, custos de operação e manutenção. As melhorias também proporcionam uma experiência mais agradável, com um passeio mais confortável e maior manobrabilidade.

Do lado de fora, as mudanças podem não ser tão óbvias, mas quase todos os aspectos do sistema totalmente integrado foram atualizados. Os aprimoramentos incluem reengenharia dos motores, proporcionando mais potência e torque e garantindo os mais altos níveis de confiabilidade. Eles são perfeitamente combinados com um pod IPS atualizado e o novo sistema de tração de popa DPI Aquamatic, que traz maior conforto e manobrabilidade, bem como manutenção e manutenção mais diretas.

O D4 / D6 é o pacote tecnicamente mais avançado da empresa. Projetado exclusivamente para aplicações marítimas, o D4 de 3,7 litros e o D6 de 5,5 litros proporcionam o torque marítimo exclusivo da Volvo Penta, garantindo que a potência máxima seja transferida para as hélices e para a água, em toda a faixa de velocidade.

As mudanças são mais do que um facelift, com a maioria dos componentes reprojetados. O D4 e D6 oferecem saídas de desempenho entre 150 e 480 hp. Em especificação de topo o D4 agora tem uma produção máxima de 320 hp, enquanto o D6 em espetáculo de topo possui 480 hp. Não só 10% mais potência em toda a gama, estes motores são mais eficientes em termos de combustível – entre 0,5% a 7,0% (no ciclo E5).

A lista de atualizações é longa, incluindo um novo sistema de gerenciamento do motor, um novo sistema de injeção de combustível, um novo turboalimentador e um novo supercharger. A cabeça do cilindro, pistões e válvulas são novos, para lidar com o aumento do desempenho, e o virabrequim também é agora mais forte para lidar com as cargas maiores.

Esses mecanismos também custarão menos para manutenção, com intervalos de manutenção mais longos e menos itens de serviço. Tudo isso contribui para economias anuais em combustível, peças e serviços.

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Enquanto o sistema de transmissão IPS teve melhorias em durabilidade e confiabilidade, é a unidade DPI que entra para as maiores mudanças. A nova embreagem hidráulica garante um deslocamento silencioso e suave, além de deslizar em baixas rotações do motor, resultando em capacidade de manobra adicional e maior conforto em baixas velocidades de barco.

A embreagem hidráulica, junto com a direção por fio – que agora é padrão para DPI – oferece uma função aprimorada de encaixe por joystick. A linha de transmissão do DPI agora também vem com o Sistema de Posicionamento Dinâmico, que mantém automaticamente o rumo e a posição de um barco, mesmo durante correntes fortes ou com vento – ideal ao se preparar para o acoplamento. A versão Inboard também está disponível para transmissões de eixo e jato de água.

Um aspecto importante desta série abrangente de melhorias para os sistemas marítimos D4 / D6 é uma nova geração do Controle Eletrônico de Vessel – EVC2 da Volvo Penta. A primeira grande atualização desde que o sistema foi lançado em 2003, o EVC2 conecta e gerencia as comunicações internas entre o motor e as alavancas e telas, etc. Com um sistema operacional totalmente novo, o EVC2 é agora mais independente do motor do que antes e atuará como o principal facilitador para o futuro da construção de embarcações, incluindo diagnóstico remoto e conectividade.

Agora usando uma arquitetura elétrica moderna, o EVC2 é capaz de conectar mais coisas ao ecossistema do barco, dando aos usuários de barco maior funcionalidade e oferecendo aos construtores mais flexibilidade no processo de projeto do barco. Isso inclui um ponto de conexão – para downloads e diagnósticos de software, e um recurso On-Board Service Assistant fornece informações de manutenção em tempo real. As alavancas de controle e joystick também ganham uma reforma mais moderna em cinza acetinado.

Embora a EVC2.0 forneça benefícios substanciais imediatamente, as possibilidades futuras oferecidas são igualmente empolgantes. Ele formará a base para conectar todos os recursos futuros em um barco e permitirá que novos serviços sejam carregados em qualquer lugar do mundo – quando recursos automatizados conectados e elétricos estiverem disponíveis.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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