Mais de 3 mil moedas: maior tesouro viking da história da Noruega é encontrado
De acordo com os arqueólogos, as peças são datadas de 980 a 1040 d.C. e originárias de vários países da Europa


Não é todo dia que se descobre um dos mais impressionantes tesouros da história da Noruega. No último mês, arqueólogos encontraram em um campo no sudeste do país nórdico mais de 3 mil moedas de prata da Era Viking — e outras ainda podem ser encontradas.
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Os itens são datados de 980 a 1040 d.C., exatamente no auge da Era Viking, o que torna a descoberta ainda mais espetacular. Eles foram encontrados em uma área próxima à Rena, na região de Østerdalen, e tiveram sua importância reconhecida pelo Ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, que classificou o achado como “histórico”.


Para se ter ideia da dimensão, a última descoberta significativa de moedas vikings no país ocorreu, segundo o Museu de História Cultural da Noruega, em 1950, quando foram encontradas 900 peças — menos de um terço do volume encontrado agora.
Esta é uma descoberta única na vida. Estar presente quando algo assim vem à tona é uma experiência incrível, tanto profissional quanto pessoalmente– declarou a arqueóloga May-Tove Smiseth ao portal Euronews
No entanto, não é apenas a quantidade que impressiona, mas também as origens das moedas vikings. Muitas delas são originárias do exterior, principalmente da Inglaterra e da Alemanha, sem contar os itens que vieram da Dinamarca e da própria Noruega.


Novas escavações estão previstas para determinar se existem mais moedas vikings no local e se há alguma pista que explique o motivo de enterrarem algo tão valioso. No momento, a área está fechada ao público enquanto as investigações continuam.
Como tudo começou
A princípio, não parecia que os arqueólogos achariam grande coisa. Segundo o Euronews, tudo começou quando dois arqueólogos experientes encontraram as primeiras 19 moedas no sudeste norueguês com o uso de detectores de metal.


Aos poucos eles perceberam que se tratava de uma grande descoberta e interromperam a busca para comunicar as autoridades arqueológicas do Condado de Innlandet. Assim, foi possível a preservação adequada do local e a realização de escavação profissional.
Depois da escavação, a origem das peças começou a ficar mais evidente. Algumas moedas vikings foram cunhadas (nome que se dá ao processo de fabricação de moedas) durante os reinados de Canuto o Poderoso, de Etelredo II, de Oto III e de Haroldo III da Noruega.


De acordo com os especialistas, moedas estrangeiras eram a principal moeda corrente na Noruega, já que não havia um sistema monetário nacional na época. Isso só viria a mudar sob o reinado de Haroldo III, que comandou o país de 1.046 a 1.066. Por conta disso, os arqueólogos acreditam que o tesouro foi enterrado por volta dessa época.


Os especialistas envolvidos no caso também acreditam que as peças foram originalmente armazenadas em uma bolsa de couro ou outro recipiente orgânico que se decompôs com o tempo. Como resultado, os itens foram espalhados pelo campo ao longo dos séculos, possivelmente em razão da aração da terra.
Para os pesquisadores, a riqueza pode estar associada à prosperidade de Østerdalen, que entre os séculos 10 e 13 foi um importante polo de produção de ferro. Antigamente, o minério extraído dos pântanos locais era processado e exportado por toda a Europa, o que pode explicar tamanho acúmulo de moedas vikings de diversos países. Portanto, o tesouro pode ter sido originado desse comércio.
Quem foram os vikings?
Nem tudo é como aprendemos nos filmes — e isso vale muito sobre o povo viking. Na realidade, os vikings eram povos marítimos originários da Escandinávia — onde ficam hoje a Noruega, Dinamarca e Suécia — que estiveram ativos do século 8 até o início do século 11.


Embora sejam frequentemente associados a saques e guerras, eles também se envolviam na pesca, agricultura, comércio e artesanato. Porém, também é verdade que os vikings eram exploradores e colonizadores, que estabeleciam redes comerciais desde o Atlântico Norte até o Império Bizantino.
No mundo náutico, o formato de seus longos navios sempre chamou atenção. Contudo, além do apelo estético, este modelo permitia viajar e saquear a grandes distâncias, chegando às Ilhas Britânicas, Islândia, Groenlândia e até mesmo à América do Norte.


Durante a maior parte do período histórico das suas expedições, eles seguiram a religião nórdica antiga. Com o passar do tempo, entretanto, adotaram o cristianismo e formaram os primeiros reinos medievais que dariam origem aos atuais estados escandinavos.
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