Nilo ou Amazonas? Debate sobre maior rio do mundo está com dias contados

30/06/2023

Atualmente, o Guinness of Records dá ao Nilo o título de rio mais longo do mundo. Entretanto, a falta de consenso sobre onde começa e termina o rio Amazonas coloca essa disputa em debate há anos. Por isso, uma expedição vai percorrer toda a extensão do rio sul-americano, da nascente até a foz, para encerrar de vez a discussão.

Com previsão para começar em abril de 2024, a expedição terá uma equipe internacional de exploradores, que pretende usar barcos movidos a energia solar e pedal para navegar todos os 7 mil quilômetros de extensão do Amazonas, da nascente, na Amazônia dos Andes peruanos, até a foz, no Brasil.

Rio Amazonas, Brasil

Entenda um pouco sobre o debate

O comprimento do Nilo é de 6.650 quilômetros, contra 6.400 quilômetros do Amazonas, segundo a Enciclopédia Britânica, que leva em conta para a medição as cabeceiras do rio Apurimac, no sul do Peru.

Rio Nilo, na cidade de Aswan, no Egito

Contudo, ainda em 2014, James “Rocky”, neurocientista e explorador norte-americano, apresentou uma nova teoria sobre o assunto, quando colocou a nascente do Amazonas um pouco mais longe, no rio Mantaro, no norte do Peru, aumentando sua extensão.


Vale ressaltar que, apesar do debate em relação ao tamanho dos dois rios, atualmente, o rio Amazonas é reconhecido mundialmente como o maior rio em volume, superando não só o africano Nilo, como o Yangtze (o maior da Ásia) e o Mississippi (segundo maior dos EUA) juntos.

Como será feita a expedição?

A expedição rastreará as fontes de Apurimac e Mantaro, ambas no Peru. O brasileiro Yuri Sanada, coordenador do projeto de expedição, garante que “o principal objetivo é mapear o rio e documentar a biodiversidade dos ecossistemas circundantes.”

 

Para isso, os exploradores serão divididos em dois grupos: um deles percorrerá o Mantaro de rafting, enquanto o outro vai viajar a cavalo pelas margens do Apurimac, com a exploradora francesa Celine Cousteau, neta do oceanógrafo Jacques Cousteau, mundialmente conhecido por suas viagens de pesquisa.

 

Quando chegarem ao ponto de convergência dos rios, Sanada e mais dois exploradores vão viajar usando três canoas motorizadas — feitas sob medida, alimentadas por painéis solares, pedais e equipadas com um sensor para medir a distância.

 

Para garantir a segurança de todos, os barcos serão equipados com uma cabine à prova de balas. A equipe negocia com as autoridades a possibilidade de contarem ainda com uma escolta armada, para as zonas mais perigosas.

 

Apoiada por grupos internacionais como o The Explorers Club e a coleção de mapas de Harvard, se bem-sucedida, a expedição poderá ser replicada no Nilo, o que encerraria qualquer discussão sobre o rio mais longo do mundo. A equipe de exploradores planeja ainda fazer um documentário sobre os trabalhos.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Time brasileiro brilha em campeonato mundial de jet, nos EUA; veja resultados

    Equipe se destacou na SBT IJSBA World Finals 2026, conquistando vitórias para o Brasil

    NX Boats aposta em lanchas com motorização versátil para o Salvador Boat Show

    Estaleiro pernambucano levará cinco embarcações ao salão náutico. Modelos variam de 28 a 50 pés de comprimento

    Marina Itajaí conquista selo Bandeira Azul pela sexta vez seguida

    A cerimônia nacional de entrega da premiação está marcada para 6 de novembro, no Iate Clube de Santa Catarina

    Mapas, símbolos e cores: Marinha atualiza ferramentas de consulta a alertas meteorológicos

    Modernização no sistema também passa incluir informações meteorológicas de 29 cidades brasileiras

    Grupo Okean celebra 100 barcos entregues e conclui terceira Ferretti Yachts 1000

    Com produção em Itajaí, estaleiro reforça participação na náutica de luxo e se destaca em águas internacionais