Pesquisa mostra que litoral pode promover melhorias na saúde

Países europeus e Austrália tiveram dados levantados para analisar influência na população

01/06/2023

Quando o assunto é litoral, grande parte das pessoas concordam que ir à praia renova as energias e traz sensação de bem-estar. Foi para tentar comprovar de vez essa tese que o Grupo de Psicologia Ambiental da Universidade de Viena, na Áustria, iniciou uma pesquisa que envolveu dados de 15 países.

Publicada na revista Communications Earth & Environment como parte do projeto “Mares, Oceanos e Saúde Pública na Europa”, a pesquisa envolveu cerca de 15 mil participantes em 15 países: Bélgica, Bulgária, República Tcheca, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Reino Unido e Austrália.


Responsável por liderar o projeto, a cientista Sandra Geiger utilizou dados dos países listados para entender melhor quais os verdadeiros impactos na vida de moradores e visitantes do litoral. A conclusão: a baixada litorânea está, sim, associada a uma saúde melhor, independente do país ou classe social.

É impressionante ver padrões tão consistentes e claros em todos os 15 países. Agora também demonstramos que todos parecem se beneficiar de estar perto do litoral, não apenas os ricos. – Sandra Geiger, cientista líder da pesquisa

Apesar de os efeitos do litoral na melhora da saúde terem sido oficialmente comprovados, não se trata de uma descoberta nova. Além de ser uma tese levantada por quem gosta de aproveitar a praia, outros profissionais da saúde já recorreram anteriormente ao mar para tratamentos.

Reprodução: Visite Itajaí

Ainda em 1660, na Inglaterra, médicos já indicavam banhos de mar e caminhadas costeiras para benefícios à saúde, assim como em 1800, período em que os cidadãos europeus mais ricos utilizavam o contato com o ar e a água do mar como tratamento de saúde.

 

Conforme os avanços tecnológicos do século 20 apareciam, esses métodos foram perdendo espaço, mas práticas naturais parecem estar em ascensão mais uma vez.

 

“Os benefícios substanciais para a saúde do acesso igualitário e sustentável às nossas costas devem ser considerados quando os países desenvolverem seus planos espaciais marinhos, considerarem as futuras necessidades de habitação e desenvolverem conexões de transporte público”, afirmou a Dra. Paula Kellett, do European Marine Board.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Fábrica de estaleiro brasileiro dobrou de tamanho e espera produzir mil barcos por ano

    Unidade industrial da Fibrafort, em Santa Catarina, conta com duas piscinas para testes e outra integrada diretamente ao rio

    Alemão vende tudo, compra um jet e cruza 13 países com namorada e cachorro

    Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico

    De tirar o fôlego: destinos oceânicos impressionam pela beleza em concurso de fotos da ONU

    Registros foram feitos em paisagens deslumbrantes de países como México, Tonga, Coreia do Sul e Indonésia

    Remada viking vira fenômeno da Copa e destaca herança marítima da Noruega

    Celebração que remete às navegações nórdicas do século 9 tomou conta das arquibancadas, ruas e até estações dos EUA

    Em sua 4ª edição, Boat Show em Itajaí terá catamarãs Garnet Offshore

    Estreante no salão náutico, estaleiro carioca exibirá duas embarcações no evento que acontece de 2 a 5 de julho