Copa Suzuki Jimny

Por: Redação -
26/11/2014

A quarta e última etapa da Copa Suzuki Jimny, a ser disputada nos dois próximos finais de semana (29 e 30/11; 6 e 7/12) vai movimentar as tripulações de mais de 40 embarcações dentro e fora da água. Além da emoção das regatas decisivas, em 6/12, penúltimo dia de competição, os velejadores terão a oportunidade de assistir à palestra ‘Mussulo III – Regatas e Travessias Oceânicas’ do médico e velejador José Guilherme Caldas, conhecido no mundo da vela simplesmente como Zé. O encontro será no próprio Yacht Club de Ilhabela, logo após as regatas do sábado, antes da festa de confraternização na Pousada Armação dos Ventos-BL3.

O veleiro Mussulo III disputou a última edição da maior regata de oceano do Atlântico Sul, a Cape to Rio, em janeiro deste ano. Partiu de Cape Town, na África do Sul e chegou ao Rio de Janeiro em sétimo lugar, após 22 dias de navegação. “É uma regata muito tradicional, mais de quarenta anos de história e um percurso que exige precisão na estratégia para o contorno adequado da zona de alta pressão em busca dos ventos favoráveis”, analisa José Guilherme, renomado neuroradiologista do Hospital das Clínicas e Sírio-Libanês, além de professor da USP.

Apesar do planejamento criterioso que uma regata oceânica exige, o comandante afirma que a Cape to Rio está ao alcance de todo velejador que possuir um barco em condições adequadas e deixa uma dica interessante. “Em qualquer travessia oceânica a logística tem de ser muito bem planejada. Eu diria que a ida do Brasil para Cape Town é bem mais complicada do que a volta, em regata. Por isso considero que transportar o barco em um navio mercante é a opção mais confortável e até mais barata”.

José Guilherme ainda ressalta que a prioridade em uma travessia ou regata de oceano sempre é a segurança e que a tripulação tem alguns pontos fundamentais a considerar antes da largada: exímio conhecimento do barco, equipamentos de comunicação testados e em perfeito funcionamento, além de suporte de meteorologia em terra para a definição das rotas a serem traçadas.

Quando trouxe o Mussulo III, um Bavaria 55 (17 metros) fabricado na Alemanha, para o Brasil, o comandante fez a travessia Lisboa-Ilhabela em solitário, durante 21 dias. “Em minha opinião, por incrível que pareça em uma travessia, mesmo em solitário, corre-se o mínimo de riscos, é mais tranquila, enquanto em regata há o compromisso do desempenho que muitas vezes significa levar materiais e recursos humanos ao limite”, compara o angolano de 54 anos.

Na palestra no Yacht Club de Ilhabela, José Guilherme vai revelar como a tripulação do Mussulo III superou ventos de 50 a 60 nós (mais de 100 km/h) e ondas de seis metros dois dias após a largada da Cape to Rio. “Descemos onda a 22.7 nós. A marca está registrada no GPS do barco até hoje”, exclama o comandante. Também neste ano, o Mussulo III se aventurou na Refeno (Recife-Noronha) e chegou ao arquipélago em quinto lugar no tempo real e foi o terceiro na RGS A, depois de vencer a mesma regata em sua classe, em 2013. O barco de bandeira angolana ocupa a terceira colocação na classe IRC da Copa Suzuki Jimny de 2014.

A Copa Suzuki Jimny/XIV Circuito Ilhabela de Vela Oceânica é organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e co-patrocínios de SER Glass e F7 Blindagens. Apoiam o evento: Prefeitura Municipal de Ilhabela, North Sails, Pousada Armação dos Ventos, Rádio Antena 1 Litoral Norte, Revista Mariner, Mar&Vela, Sail Station.com e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.

Foto: Marcos Méndez/SailStation

 

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