Rumo à China


A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou neste sábado (3). Os seis barcos partiram de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a Sanya, uma ilha chinesa. A perna terá 4.642 milhas náuticas – 8.596 quilômetros – e passará por zonas de difícil navegação, como o Estreito de Malaca. A organização da Volta ao Mundo também definiu áreas de exclusão no percurso. Os fãs da modalidade podem acompanhar o desempenho das equipes pelo tracker oficial da regata.
A etapa promete ser bastante disputada do começo ao fim, assim como as duas anteriores. Prova disso é o campeonato com três equipes liderando com o mesmo número de pontos: Team Brunel, Abu Dhabi e Dongfeng. O time espanhol Mapfre, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, está em quinto e quer se recuperar ainda mais nessa etapa.
“Vamos passar por Índia e Cingapura, por exemplo, até chegar a Sanya. Será uma regata literalmente costeira. Você precisa se aproximar da costa para evitar correntezas e isso dá muito trabalho a bordo, pois temos de manobrar muito o barco. Cansa bastante”, disse André ‘Bochecha’ Fonseca. “A união do Mapfre é cada vez maior. A nossa expectativa é ficar entre os três primeiros e subir na tabela”.
A holandesa Carolijn Brouwer está confiante no desempenho do Team SCA depois da vitória das meninas na In-Port Race de Abu Dhabi. Em português, a atleta olímpica, que morou mais de 10 anos do Brasil, escreveu que a etapa será totalmente diferente das demais.
“A primeira metade da perna será de ventos mais fracos, porém com obstáculos. O Estreito de Malaca tem de tudo: barcos de pesca, navios e muito mais. São situações que saem do nosso controle. Esperamos ter um pouco de sorte para passar por esse trecho. Temos uma equipe forte e preparada para esse desafio”, contou Carolijn Brouwer.
Nas milhas iniciais o Abu Dhabi Ocean Race, um dos líderes da Volvo Ocean Race, aproveitou o ‘fator casa’ e pulou na frente nas primeiras milhas. Com pouco vento e com muita névoa, as equipes lutavam para enxergar um palmo a frente. As condições desafiadoras logo no início são pequenas perto das que estão por vir.
Serão ao todo oito zonas de exclusão, começando pelo território iraniano, os campos petrolíferos de Saleh, Dragon, e Phuong Dong, e as proibições na costa leste africana.
A previsão indica que os barcos devem demorar mais de três semanas para completar o percurso, que será predominantemente de ventos fracos. A parte mais complicada será o Estreito de Malaca, que separa a ilha de Sumatra (Indonésia) e a Malásia. Uma das maiores rotas marítimas do mundo se concentra em um espaço de 1.5 milhas.
Foto: Divulgação
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