Oficialmente da Marinha: conheça diferenciais da 1ª Fragata Tamandaré incorporada à Esquadra brasileira
Incorporada à Força em 24 de abril, embarcação carrega sistemas inteligentes, misseis, canhões e outros armamentos


Histórica antes mesmo de ser oficialmente incorporada à Marinha do Brasil, a primeira Fragata da classe “Tamandaré” feita no país, a F200, teve sua Cerimônia de Mostra de Armamento, que oficializa a incorporação à Esquadra brasileira, em 24 de abril. A embarcação, construída para cumprir um papel estratégico no monitoramento, proteção e defesa da Amazônia Azul, carrega uma série de sistemas inteligentes e armamentos.
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Embora construída 100% no Brasil em um estaleiro em Itajaí (Santa Catarina), a 1ª Fragata Tamandaré combina tecnologia brasileira e alemã para atender a diferentes cenários operacionais. Não à toa, a F200 tem 107,2 metros (351 pés) de comprimento, 15,95 metros (52 pés) de boca e carrega equipamentos, armamentos e sistemas operacionais estratégicos.


Por dentro da 1ª Fragata Tamandaré
No casco, à proa, há um sonar de casco que detecta a presença de submarinos. No convés aberto, também à proa, fica o canhão principal (de 76mm) e um sistema de lançamento de mísseis de defesa antiaérea Sea Ceptor.
Seguindo sentido popa, na parte central da Fragata F200 ficam os radares (de busca volumétrica, de superfície e de direção de tiro), as alças optrônicas (que servem para sistemas de vigilância), o sistema de lançamento de mísseis antinavio (dos tipos MANSUP e Exocet), o sistema de lançamento de torpedos e o canhão remoto (de 30mm).


Mais à popa, também na área externa, ficam duas metralhadoras de 12,7mm e um heliponto. Ao todo, a embarcação — agora oficialmente da Marinha — ainda carrega os sistemas Mage, Datalink, Combat Management System e o Integrated Platform Management System, além de um sistema de despistamento.
Equipamentos e tecnologias alinhados
Os equipamentos e as tecnologias a bordo dessa embarcação permitem que ela detecte e neutralize ameaças distantes, sejam elas aéreas, terrestres ou submarinas. Além disso, o sistema de gerenciamento de combate ainda integra dados de sensores e armamentos embarcados em tempo real para classificar as ameaças externas e apontar, de forma rápida, a resposta mais adequada para cada situação.


Segundo a Marinha do Brasil, a Fragata Tamandaré F200 conta ainda com um sistema de combate que reúne dados de diversos sensores para detectar embarcações, aeronaves e drones a longas distâncias, bem como sistemas que monitoram emissões eletromagnéticas, que também ajudam a identificar ameaças.
Os armamentos da Fragata Tamandaré F200 permitem tanto ataques rápidos de alta precisão, quanto defesa de curto alcance. A embarcação, portanto, une equipamentos e armamentos estratégicos à tecnologias que otimizam decisões rápidas a bordo.
Nova embarcação da Marinha
A Fragata Tamandaré F200 realizou os primeiros testes de mar em agosto de 2025, chegou em águas cariocas em meados de março de 2026 após navegar mais de 750 km — de Itajaí (SC) até o Rio de Janeiro (RJ) —, passou pelos últimos testes de armas em meados de abril e, no final do mês, recebeu sua Cerimônia de Mostra de Armamento.
A F200 é a primeira Fragata da classe Tamandaré a ser entregue para a Força brasileira. Além dela, outras três estão em construção em Itajaí: “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).


Segundo a Marinha, a F201 está em estágio mais avançado e deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026; a F202 está com o casco em fase final e deve ganhar as águas em junho; e a F203, cuja construção começou em janeiro, tem previsão de batimento de quilha também em 2026. As próximas três Fragatas “Tamandaré” a serem incorporadas pela Marinha do Brasil devem ser entregues até 2029.
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