Mini Transat volta a Salvador após 15 anos e deve movimentar R$ 20 milhões na capital baiana
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia


A Mini Transat, uma renomada regata transatlântica em solitário, voltará às águas de Salvador após 15 anos de hiato. A competição, que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo oceano Atlântico, sem comunicação externa, terá a capital baiana como destino na edição de 2027.
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O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia, onde se reuniram representantes do trade náutico, autoridades públicas e a imprensa local. Por lá, a novidade foi tida como uma forma de fortalecer a presença de Salvador no cenário internacional da vela oceânica.


Criada na França e realizada a cada dois anos, a Mini Transat conecta a Europa à América do Sul em uma travessia desafiadora em barcos de 6,5 metros (Classe Mini 6.50), que partem de La Rochelle com escala nas Ilhas Canárias.


Espera-se que a competição reúna cerca de 90 velejadores, além de mais de 400 estrangeiros entre equipes, familiares e imprensa, que devem permanecer na cidade por até um mês. Dessa forma, o evento simboliza, também, o início de um novo ciclo para a economia do mar na capital baiana.


A expectativa é de um impacto econômico estimado em cerca de US$ 4 milhões durante o período — o equivalente a cerca de R$ 20 milhões — em setores como hotelaria, gastronomia, serviços e turismo.
Durante o lançamento, a organização internacional da regata destacou o papel estratégico de Salvador no circuito global. Stephanie Jadaud ressaltou que Salvador reúne condições ideais, tanto geográficas quanto culturais, para integrar o percurso da regata, destacando a forte conexão da cidade com o mar como um diferencial competitivo.
Existe aqui uma relação genuína com o oceano, e isso faz toda a diferença para a Mini Transat– frisou Jadaud


A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, por sua vez, enfatizou o impacto estrutural do evento e o momento de reposicionamento internacional da cidade, com a economia do mar como um dos principais vetores de desenvolvimento. Segundo ela, a chegada da regata amplia oportunidades em diversos setores e fortalece a presença de Salvador no cenário global.
Receber a Mini Transat é muito mais do que sediar uma regata, é abrir portas para novos negócios, turismo e oportunidades– destacou Matos
Já a Secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, lançou luz sobre a relação histórica da Bahia com o oceano e o papel estratégico da vela no desenvolvimento econômico do estado, ressaltando que o governo vem estruturando políticas públicas voltadas à economia azul, integrando esporte, turismo e inovação.
A chegada dessa regata é estratégica para posicionar a Bahia como referência no Atlântico Sul, atraindo novos investimentos e fortalecendo o setor náutico– comentou Lomanto.
Com informações de Dávila Kess
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