Próximo destino, Brasil: um dos maiores navios de guerra do mundo passará pelo Rio de Janeiro

Com mais de 330 metros de comprimento, o porta-aviões norte-americano USS Nimitz ficará no litoral fluminense até meados de maio

30/04/2026
Foto: Marinha dos Estados Unidos/ Reprodução

Tido como um dos maiores navios de guerra do mundo, o porta-aviões norte-americano USS Nimitz está prestes a atracar no Brasil. De acordo com a Agência da Marinha do Brasil, a embarcação, que integra a operação Southern Seas 2026 (Mares do Sul, em português), conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, chegará ao Rio de Janeiro no dia 7 de maio.

Considerado o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo, o Nimitz realizará exercícios no mar entre 11 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, em colaboração com as Marinhas de ambos os países. A missão também prevê intercâmbio entre especialistas e até a presença de autoridades estrangeiras a bordo para acompanhar de perto como funciona um grupo de ataque de porta-aviões.

Foto: Marinha dos EUA/ Wikimedia Commons/ Reprodução

A passagem da embarcação pela capital fluminense acontecerá durante o percurso pela América do Sul. Além do Brasil, outros países americanos estão envolvidos na operação, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala, Uruguai, Panamá e Jamaica.

Desdobramentos como este demonstram nosso compromisso inabalável em garantir um Hemisfério Ocidental seguro e estável– disse Carlos Sardiello, comandante do Comando Sul das Forças Navais dos EUA 

No entanto, engana-se quem pensa que o porta-aviões americano estará sozinho. A missão conta com a escolta do destróier de mísseis guiados USS Gridley e com uma força embarcada que inclui a ala aérea Carrier Air Wing 17, composta por aeronaves de combate, guerra eletrônica, transporte e helicópteros.

Pela parte brasileira, este ano participarão do exercício a Fragata “Independência”, a Fragata “Defensora” e o Submarino “Tikuna”, além de dois helicópteros AH-11B Super Lynx.

Fragata Defensora (F41), da Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil/ Wikimedia Commons/ Reprodução

Realizada desde 2007, a operação chega à sua 11ª edição como um dos principais instrumentos de cooperação marítima do hemisfério ocidental, que reúne forças navais da América Latina com foco em fortalecer parcerias e a resposta coordenada a ameaças comuns no ambiente marítimo.

Por que o Brasil?

A participação brasileira se deve à posição estratégica do país no Atlântico Sul, que ocupa uma área relevante para a segurança das rotas marítimas e a proteção de recursos da chamada Amazônia Azul. Vale ressaltar que, no Brasil, a operação ocorrerá exclusivamente no Rio de Janeiro.

Foto: Comando Central das Forças Navais dos EUA/Quinta Frota dos EUA/ Wikimedia Commons/ Reprodução

Segundo a Agência da Marinha, a atividade trata-se de uma prática comum no âmbito da Diplomacia Naval, realizada com pleno conhecimento e coordenação das autoridades brasileiras. Além disso, as missões são planejadas de forma conjunta e a Marinha do Brasil participa ativamente dos exercícios por seus próprios meios navais e aeronavais.

 

Inclusive, essa não é a primeira vez que ambos os países preparam operações em cooperação. Em 2024, por exemplo, meios navais e aeronavais brasileiros operaram de forma integrada com um grupo-tarefa liderado pelo porta-aviões nuclear USS George Washington, em exercícios realizados no litoral do Sudeste.

Foto: Marinha dos Estados Unidos/ Reprodução

No mesmo ano, Brasil e Estados Unidos fizeram uma operação típica de guerra em apoio à população vítima das enchentes no Rio Grande do Sul (RS). A missão envolveu a transferência de 15 toneladas de doações entre o navio George Washington o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, na costa do estado.

 

De acordo com a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), o monitoramento realizado durante a permanência do navio segue protocolos rigorosos, com foco na prevenção e no controle ambiental.

Conheça o USS Nimitz

Comissionado em 1975, o navio dá nome a uma classe inteira de porta-aviões e permanece como um dos principais vetores de poder naval dos Estados Unidos, sendo capaz de operar dezenas de aeronaves simultaneamente em missões de defesa, ataque e vigilância.

Foto: Marinha dos Estados Unidos/ Wikimedia Commons/ Reprodução

Seu tamanho não deixa mentir: são 332,8 metros de comprimento e um deslocamento de até 104 mil toneladas, que o tornam apto a atuar globalmente em operações simultâneas no mar e no ar. Ele também conta com propulsão nuclear, o que garante autonomia praticamente ilimitada em termos de combustível.

Foto: PhantomII.Rider/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

Para navegar, o Nimitz pode atingir velocidade de 56 km/h e contar com cerca de 3,2 mil pessoas na tripulação — isso sem considerar as quase 2,5 mil na ala aérea. Não à toa, a embarcação é considerada o topo da hierarquia de projeção de poder aeronaval.

 

Depois de 51 anos de atividade, ele quase foi desativado em maio de 2026, mas estendeu o seu serviço até março de 2027. Logo, este será um dos últimos momentos dele ainda ativo nas águas.

 

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