Caminho certo


Mais um fato chama atenção na quarta etapa da Volvo Ocean Race, entre a China e a Nova Zelândia. Depois de três dias com muito vento contra e ondas gigantes, as equipes colocam em prática suas estratégias para entrar com mais velocidade no Oceano Pacífico. O Team SCA e o Team Brunel escolheram o caminho mais ao Norte, beirando Taiwan, e os outros quatro barcos seguiram a rota tradicional, ou seja, pelas Filipinas. A perna deve terminar em no máximo três semanas na cidade neozelandesa de Auckland.
As equipes devem esperar cerca de uma semana para descobrir se suas táticas estavam certas. Aparentemente, quem escolheu as Filipinas está levando vantagem. Na última atualização desta quarta-feira, Abu Dhabi, Mapfre, Team Alvimedica e Dongfeng já abriram mais de 150 quilômetros de vantagem para os dois que ficaram por Taiwan. Na prática, Team SCA e Team Brunel vão navegar quase 500 quilômetros a mais do que seus quatro rivais.
“Até agora, a previsão do tempo diz que os dois têm razão, mas devemos esperar de seis a sete dias – ou até mais – para sabermos com certeza. Os barcos vão entrar nos Doldrums, virando uma loteria”, disse o meteorologista oficial da regata, Gonzalo Infante. “Esta perna marca a maior separação da flotilha desta edição”.
A boa notícia é que o mar está mais calmo, causando menos desconforto e enjoos do que na saída da China. “Imagine estar em uma montanha russa por mais de 60 horas consecutivas. É mais ou menos isso que sentimos. Você quer que ela pare, mas não há nenhuma chance disso”, disse Stefan Coppers, repórter a bordo do Team Brunel.
O campeonato é liderado pelo Dongfeng Race Team, que fez dois segundos lugares e ganhou a etapa anterior. O segundo colocado no geral é o Abu Dhabi.
Foto: Amory Ross / Team Alvimedica
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