“Copa do Mundo do Oceano” será sediada no Brasil em 2027

3ª Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável acontecerá no Rio de Janeiro

08/07/2025
Foto: Galyna_Andrushko / Envato

A cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar, em 2027, a 3ª Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, encontro tido como a “Copa do Mundo do Oceano”. A decisão foi feita durante a Assembleia da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, que aconteceu dia 27 de junho.

Mais de 2 mil especialistas de todo o mundo são esperados para o evento promovido no contexto da Década da Ciência Oceânica (2021–2030), proclamada pela Assembleia Geral da ONU, em 2017.

 

O encontro acontece a cada três anos e visa reunir cientistas, formuladores de políticas públicas, setor privado e sociedade civil para desenvolver soluções concretas para a saúde e a sustentabilidade dos oceanos. A primeira edição, em 2021, foi sediada pela Alemanha no formato virtual, enquanto a segunda, em 2024, aconteceu na Espanha. Em 2027, o destino será a cidade do Rio de Janeiro.


A proposta de sediar a “Copa do Mundo do Oceano” foi apresentada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) — ao qual o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) está vinculado — com apoio do Ministério das Relações Exteriores e co-organização do COI e da prefeitura do Rio de Janeiro.

Um evento desse porte significa que o assunto vai permear a nossa sociedade […] Nossa juventude vai conseguir entender melhor o que está se passando quando se fala em preservação e uso sustentável do oceano– destacou Segen Estefen, Diretor-Geral do INPO

Liderança brasileira na Década do Oceano

O Brasil se sagrou como o primeiro país a criar um comitê nacional para a Década da Ciência Oceânica. Ele encabeça mais de 30 ações e contribuições nacionais em iniciativas como igualdade de gênero, restauração de manguezais, reutilização de redes fantasmas e combate a microplásticos e toxinas marinhas.

 

Recentemente, o país se tornou o primeiro do mundo a incluir a educação oceânica no currículo escolar, no chamado “Currículo Azul”.

 

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