“Peixe Saiyajin”: conheça o animal batizado em homenagem ao personagem de Dragon Ball
Espécie foi encontrada a cerca de 210 metros de profundidade, em águas próximas a Okinawa, no sul do Japão


Uma cena épica marcou a transformação de Goku, protagonista da franquia japonesa Dragon Ball, em um Super Saiyajin pela primeira vez nos anos 1990. Durante a batalha heroica contra Freeza, Goku ganhou os lendários cabelos e aura dourados, levando os fãs à loucura. O episódio — e a série em si — seguem fazendo sucesso. Não à toa, um peixe japonês acaba de ser batizado em referência à transformação do “Kakarotto”.
Em rara aparição, sapo com aparência celestial é fotografado no sul da Índia
Polvo-bolha, um dos maiores e mais raros do mundo, foi flagrado em 4K no Pacífico; assista
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Diferentemente de Goku, o peixe não precisou passar por uma “fúria extrema” para receber o “cabelo amarelo”, tido como a mais famosa característica de um Super Saiyajin. Naturalmente, o agora chamado de Vanderhorstia supersaiyan já detém esse estilo.
O animal, que pertence ao grupo dos gobídeos, foi encontrado por pesquisadores a cerca de 210 metros de profundidade, em águas próximas a Okinawa, no sul do Japão. A região, conhecida como “zona crepuscular”, é caracterizada pela baixíssima iluminação.
Ver esta publicação no Instagram
Os gobídeos, encontrados em diversas partes do mundo, são considerados peixes pequenos e comuns, sem muito destaque para a aparência. Geralmente detém coloração marrom, esverdeada ou cinza — mas não o Vanderhorstia supersaiyan.
Fugindo do padrão do gênero Vanderhorstia, o animal tem corpo quase transparente, com destaque para as “mechas” amarelas vibrantes que se espalham pelas nadadeiras e pelo rosto do peixe. Foram justamente essas características que levaram os cientistas a nomearem a espécie em alusão à transformação que marcou gerações.
Um mini guerreiro Saiyajin
A descoberta do peixe Saiyajin foi feita por uma equipe da Universidade de Ryukyus, no Japão, e publicada no fim de 2025 na revista científica Springer Nature. O estudo revela que a profundidade na qual o animal foi encontrado é quase o dobro do que se conhecia para outras espécies semelhantes.


A informação torna a descoberta ainda mais relevante do ponto de vista científico, reforçando o quanto essa região do oceano ainda é muito pouco estudada e conhecida.
Embora a alusão ao desenho seja apenas pelo tom amarelo encontrado no peixe, a imaginação é capaz de nos levar mais longe. Quem sabe esse peixinho tenha, sim, enfrentado uma grande fúria em meio às adversidades de seu habitat e atingido o limite que faltava para sua forma lendária.
Brincadeiras à parte, os mangás são um elemento central da cultura japonesa e figuram entre os principais produtos culturais do país, influenciando não só o entretenimento, mas também referências em diferentes campos, como a ciência.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Umbuzeiros disputam a 53ª SIVI com trio de embarcações que carregam o mesmo nome e uma história que atravessa gerações
Quatro décadas após sua estreia, medalhista olímpico destaca o crescimento do evento e segue na disputa pelo título; competição segue até 1º de agosto
Em “Margem Equatorial Costa Norte Brasileira”, Farkas revela um território de beleza bruta, culturas tradicionais e conflitos ambientais cada vez mais urgentes
São Paulo Boat Show 2026 tem ingressos a partir de R$ 45 e promete superar marcas da edição anterior
Visitantes podem optar por entradas únicas ou Full Pass para os seis dias do evento, que acontece de 24 a 29 de setembro. Confira valores
Filme exibido pela primeira vez durante a Semana Internacional de Vela de Ilhabela mostra como decisões tomadas em segundos aproximam a sala de cirurgia das regatas oceânicas




