Menino de 11 anos tem ganhado a internet com dança viral na proa de barco
Movimentos de Rayyan Arkan Dikha já receberam até uma nova expressão nas redes, a "aura farming". Conheça


A Pacu Jalur, tradicional corrida de barcos da Indonésia, não poderia estar mais em alta — e graças a um garoto de apenas 11 anos, que certamente já apareceu na tela do seu celular. Rayyan Arkan Dikha tem encantado a internet com sua dança cheia de estilo à frente de uma comprida embarcação, em um movimento que tem ganhado o mundo como “aura farming” (algo como “cultivar uma aura”, em português).
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A disputa que hoje também compete por cliques nas redes sociais acontece anualmente no rio Batang Kuantan, na província de Riau. Tudo começou no século 17, quando as típicas longas embarcações (Jalur), feitas de troncos únicos e ricamente decorados, ainda eram usadas como forma de transporte.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Indonésia desde 2014, a competição reúne dezenas de equipes com até 60 remadores frenéticos por barco.
@lensa.rams AKSI BOCIL PACU JALUR #pacujalur #viral #tradisi #budaya #fyp #tiktok #Indonesia ♬ suara asli – Amii15❤️❤️
Ao dançar na proa desses barcos, Dikha não quer apenas envolver olhares com seus movimentos. Ali, ele exerce o papel fundamental de “Togak Luan” à equipe, um tipo de dançarino que dita o ritmo e energiza os remadores, que são impulsionados, ainda, pelo som de tambores.
O ponto é que o garoto pratica o “aura farming” (expressão criada na internet quando os vídeos começaram a viralizar) como ninguém. Embora seu corpo siga movimentos sincronizados e precisos, Dikha se mantém concentrado, quase sem expressão facial — sem deixar de lado o carisma que distribui a quem assiste à disputa.
Eu mesmo criei a dança. Foi simplesmente espontâneo– disse ele à BBC Indonésia
Dança na proa do barco é sucesso no mundo inteiro
Fora das águas, Rayyan Arkan Dikha é aluno do 5º ano em uma vila na Regência de Kuantan Singingi. Mas quando veste seu tradicional Teluk Belanga, com um turbante de Riau malai e óculos escuros, ele alcança o mundo.


Não à toa, sua coreografia já foi replicada por grandes astros, como Travis Kelce, jogador da NFL e namorado de Taylor Swift, Neymar e parte do elenco do Paris Saint-Germain — que, neste domingo, disputa a final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Isso sem falar nos incontáveis “meros mortais” que imitam Dikha em seus perfis pessoais.
@psg His aura made it all the way to Paris ✨ #psg #indonesia #aurafarming ♬ original sound –
Manter o equilíbrio como dançarino não é tarefa simples, e esse talvez seja um dos motivos para que crianças ocupem esse espaço com mais frequência que adultos na Pacu Jalur.
A habilidade de Dikha foi reconhecida até mesmo por Fadli Zon, ministro da cultura da Indonésia, quando relatou a repórteres que “dançar na ponta do barco não é fácil”. Quem concorda com a afirmação é Rani Ridawati, mãe do garoto.
À BBC, ela contou que “a principal preocupação é que ele possa cair”, embora Dikha seja, segundo ela, um bom nadador — e uma equipe de resgates esteja sempre a postos durante as competições.
Mesmo que essa febre passe — como acontece com tudo na internet —, Rayyan já ajudou a levar a cultura de seu país para o mundo.
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