Superiate Bad Company, famoso entre os amantes da pesca oceânica, foi visto em Porto Seguro (BA)

Embarcação pertence ao bilionário Anthony Hsieh, que percorre o mundo em busca dos maiores marlins-pretos e compartilha jornadas no Instagram

21/01/2026
Foto: Instagram @badcompanyfishingadventures / Reprodução

Um superiate famoso entre os amantes da pesca esportiva teve o Brasil como destino na última semana. O Bad Company Support 175 (BCS175) atracou com seus imponentes 53,25 metros (174 pés) de comprimento na Orla Norte de Porto Seguro (BA), para mais uma luxuosa expedição em busca de peixes.

A embarcação, avaliada em cerca de US$ 32 milhões (ou R$ 170 milhões, na conversão de janeiro de 2026), integra o ecossistema Bad Company (BADCO), uma frota particular de embarcações de luxo voltadas para exploração marinha, pesca esportiva de alto nível e projetos científicos.

 

 

Construído na Turquia pela Damen Yachting e entregue em 2024, o Bad Company pertence a Anthony Leah Hsieh, um bilionário norte-americano conhecido por ser o fundador da LoanDepot, empresa de crédito imobiliário e hipotecário dos EUA.

Anthony Leah Hsieh nasceu em Taiwan e se mudou para os EUA aos 8 anos. Foto: Instagram @badcompanyfishingadventures / Reprodução

A escolha do empresário pelo superiate não foi à toa. Anthony é apaixonado pela pesca esportiva de alto nível e usa sua frota Bad Company (que soma 12 embarcações) para explorar os lugares mais remotos do mundo em busca de grandes espécies de peixes — especialmente o marlin-preto (Istiompax indica) —, ao passo que realiza projetos de pesquisa oceânica e conservação.

 

Em seu Instagram, em que soma mais de 240 mil seguidores, ele compartilha essas jornadas que percorrem o planeta.

Um superiate de pesca

Embora Hsieh faça parte da mais alta elite, nem sempre foi assim. Nascido em Taiwan, sua família se mudou para os EUA quando ele tinha apenas oito anos, onde frequentou a escola em Los Angeles. Por lá, percebeu que o ensino que havia recebido até então o colocava à frente dos colegas. Seu domínio em Matemática foi útil quando ele fundou a LoanDepot, em 2010.

Foto: Damen / Divulgação

O Bad Company foi o primeiro iate encomendado por Hsieh — os demais sempre vinham de segunda mão. Logo, ele pensou em cada detalhe para desenvolver uma embarcação adequada para suas aventuras de pesca. Para a Damen, inclusive, trata-se de um dos “projetos mais empolgantes” em que já trabalharam.

Foto: Damen / Divulgação

O superiate apresenta recursos como um convés de trabalho amplo, equipado com guindastes de alta capacidade e áreas que facilitam operações de pesca e logística. A embarcação pode ser preparada para receber, inclusive, helicópteros leves, o que auxilia em deslocamentos e em operações de apoio.

Foto: Damen / Divulgação

Dois motores a diesel MTU conferem uma autonomia máxima de 5 mil milhas náuticas em velocidade de cruzeiro, enquanto a velocidade máxima é de 19 nós (35,18 km/h). Ao todo, até seis hóspedes são bem acomodados em três cabines, além de 11 tripulantes. O BCS175 foi construído com convés de alumínio, casco de aço e superestrutura também de alumínio.


Apesar de tudo isso, em entrevista à Boat International pouco depois de receber esse gigante, Hsieh afirmou que quase não passaria tempo nele. “O tempo que estarei neste barco será para dormir”, disse. Isso porque, no dia a dia, seu principal objetivo é estar fisicamente a bordo de um dos barcos menores que o BCS175 leva, pescando seu cobiçado marlin, como ele mostrou no vídeo a seguir:

 

 

O Bad Company Support 175 navega sob bandeira das Ilhas Marshall. Segundo a última atualização do Marine Traffic, a embarcação ainda se encontrava nas águas brasileiras de Porto Seguro.

 

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