Especialistas chamam atenção para a importância de envolver as comunidades em ações de gestão costeira
Painel do Fórum Náutico Internacional da ANB destacou a participação local, o planejamento espacial marinho e práticas sustentáveis para fortalecer a economia azul


“Gestão Costeira: Lagos, Rios e Oceanos Sustentáveis” foi painel mediado por José Rodrigues — Diretor da ANB e doutor em Geologia Marinha e Costeira — , trazendo a discussão sobre práticas sustentáveis e controle de poluentes como condição essencial para a economia azul, com foco no planejamento do uso do mar.
Palestrantes destacam educação ambiental e políticas públicas para fortalecer o turismo gastronômico
Investimento em marinas e infraestrutura náutica foram debatidos em fórum da ANB
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
O coordenador-geral do Gerenciamento Costeiro e Marinho do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Nicolodi, lembrou que o Brasil tem lei de gerenciamento costeiro desde maio de 1988, mas a adesão é voluntária para estados e municípios. “Todo mundo usa o mar e se não tiver planejamento, há conflito”, afirmou. Ele explicou que o Planejamento Espacial Marinho, com estudos nas quatro regiões do país, organiza o uso dentro e além das 12 milhas náuticas, com responsabilidade compartilhada dos estados.


Já a advogada Núbia Costa defendeu que a política pública deve nascer no território. Ao citar o projeto Corais de Maré, disse: “As comunidades sustentam a prática e as instituições ajudam a formatar isso sem tirar o protagonismo da comunidade”.
Para ela, ações que visam promover a qualidade do mar depende da escuta territorial e da transformação de saberes locais em governança, pois é a população que conhece o território e pode contribuir para estudos e projetos.


O pesquisador, biólogo e instrutor de mergulho, Maurício Carvalho, revelou o potencial do mergulho em naufrágios no Brasil: são 2.803 naufrágios registrados no litoral e apenas 434 localizados. Defendeu, ainda, o investimento na criação de recifes artificiais a partir de navios sucateados, como os dois ferry-boats afundados na Baía de Todos os Santos, para gerar biodiversidade.


O explorador costeiro e geógrafo, Camilo Botero, do Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias, fez uma apresentação que exaltou a importância do turismo de praia, que hoje gera 50% do valor global do turismo costeiro, sendo um ativo social e econômico que precisa ser dimensionado e considerado.


Salvador Boat Show 2026
A agenda de conteúdo náutico também seguirá em Salvador ainda este ano. De 5 a 8 de novembro, a Bahia Marina recebe a 3ª edição do Salvador Boat Show, maior evento náutico da Bahia. Realizado na Baía de Todos-os-Santos, o salão reunirá embarcações, marcas, equipamentos e serviços ligados à navegação, aproximando o público de negócios, turismo náutico, lazer, inovação e experiências no mar.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Painel do evento reuniu representantes do poder público e pesquisadores para discutir governança territorial, preservação ambiental e potencial econômico do turismo de praia
Ação visa arrecadar fundos para o Center for Whale Research, organização que há 50 anos se dedica ao estudo e à conservação da espécie
De enxoval personalizado a tecidos e mobiliário, salão reforça a embarcação como extensão da casa e do estilo de vida do proprietário
De modelos consagrados a novas opções, presença de diferentes fabricantes mostra a força dos jets no mercado de lazer náutico
Seacar Velocity 2027 combina referências automotivas e traços inspirados na baleia-orca. Salão náutico acontece de 24 a 29 de setembro, no São Paulo Expo



