Navio que participou da Segunda Guerra Mundial ainda pode ser visto no RS
Quase 60 anos depois, partes do Mount Athos permanecem encalhadas no litoral do estado


Destroços parcialmente submersos entre Quintão e Mostardas, no Rio Grande do Sul, têm (muita) história. São os resquícios do Mount Athos, navio que participou da Segunda Guerra Mundial — mais precisamente da invasão à Normandia, na França — e encalhou na costa gaúcha, em março de 1967. As ruínas do barco — um dia imponente — hoje atraem turistas que passam pela região.
“Ex-militares britânicos constroem barco viking como forma de terapia
Conheça Gribshunden, o “castelo flutuante” que pertencia a um rei da Dinamarca
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Na ocasião do incidente, a embarcação a vapor ia rumo a Porto Alegre e levava um carregamento de adubos enviado da Flórida, nos Estados Unidos. No trajeto, foram feitas paradas em Vitória, no Espírito Santo, e na capital do Rio de Janeiro.


Com base em registros e relatos da época, acredita-se que o Mount Athos perdeu a direção em meio à neblina daquela madrugada e ficou preso a um banco de areia, a menos de 100 metros da faixa da praia.
Após um pedido de socorro feito pelo capitão, uma intensa operação de resgate foi iniciada para impedir um desfecho ainda mais desastroso — o mar revolto poderia partir o casco e uma explosão era esperada caso a água invadisse as caldeiras, por exemplo.
Embora tenham conseguido evitar o pior e garantir que todos a bordo estivessem a salvo, os esforços para tirar o navio do lugar foram em vão. Ao longo dos dias, o barco foi alvo de roubos e acabou desmontado e encaminhado (em partes) para a Siderúrgica Riograndense.
Como era o navio Mount Athos
Construído em 1943 pelo estaleiro norte-americano New England Shipbuilding, o navio da Segunda Guerra Mundial que acabou na praia gaúcha teve cinco diferentes nomes ao longo de sua história.
Este barco — com 134,5 metros de comprimento e pesando mais de 7 mil toneladas — foi lançado sob o nome de Tobias Lear. No mesmo ano de seu lançamento, porém, a embarcação foi repassada pela Administração de Navegação de Guerra dos Estados Unidos para o governo holandês, e ganhou o nome Fort Orange. No ano seguinte, em junho de 1944, o navio transportou parte do material militar usado na invasão à Normandia.
Em meados de 1947, a embarcação novamente mudou de proprietário e de nome, dessa vez para Blijdendyk. Dez anos depois, ao ser comprada por uma empresa italiana, tornou-se Transilvânia.
Por fim, em 1965, companhia de navegação Mount Athos adquiriu o navio e deu a ele o nome pelo qual é conhecido até os dias atuais.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Iniciativa pretende enfrentar a poluição marinha e criar soluções ambientais duradouras. Sugestões podem ser enviadas até o dia 15 de maio
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Embarcação vem sendo construída pela Aus Ships em Brisbane e a previsão é que comece a operar comercialmente no início de 2027
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta




