De acordo com a polícia, piloto de barco que naufragou em Avaré não tinha habilitação

Por: Redação -
01/10/2020

Siga nosso TWITTER e veja a série Dicas Náuticas diariamente.

O piloto da embarcação que virou e naufragou na represa de Jurumirim, em Avaré (SP), não tinha habilitação para pilotar barcos de pequeno porte, de acordo com as informações da Polícia Civil. Uma mulher de 44 anos morreu no acidente, que foi registrado no começo de setembro.

Em depoimento, o piloto também confessou à Polícia Civil que estavam na embarcação mais pessoas que o permitido, incluindo um menor de idade, e que ninguém utilizava colete salva-vidas.

Segundo a Polícia Civil, as pessoas que estavam no barco começaram a ser ouvidas e alegaram que não sabiam a causa do acidente, mas informaram que muita água entrou na embarcação e o motor parou.

Amanda Ferreira desapareceu após a embarcação virar. Equipes da perícia e da polícia foram acionadas na ocorrência e o corpo dela foi achado um dia depois do acidente.

Leia também

» Estaleiro Coral confirma participação na 23ª edição do São Paulo Boat Show

» Caballo Loco vence Classe C30 por apenas um ponto em Ilhabela

» E1 Series será a nova modalidade de competições com barcos totalmente elétricos

Amanda chegou a postar fotos minutos antes da embarcação onde ela estava virar e naufragar. Nas imagens publicadas na internet, a vítima aparece às margens da represa e também em uma embarcação, sem colete salva-vidas.

Henrique dos Santos Bartioli, que ajudou no resgate, contou que as pessoas no barco não usavam colete.

Bartioli estava em uma casa com a família quando ele e o irmão ouviram os gritos dos ocupantes da embarcação. Eles pegaram a moto aquática e foram em direção ao grupo que estava na água.

“Encontramos os dois primeiros adolescentes, que estavam agarrados em caixas térmicas, boiando. Em seguida vi outras pessoas. Elas tentaram subir ao mesmo tempo e o jet ski virou, mas nisso a lancha chegou. Elas estavam sem coletes”, relatou.

Segundo a corporação, a embarcação tinha capacidade para sete pessoas, mas levava mais passageiros que o ideal quando virou e afundou em um trecho do rio, que tem aproximadamente 20 metros de profundidade. Todas as pessoas caíram na água.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, foram necessários cinco dias para recuperar a embarcação que naufragou.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, é obrigatório o uso de colete salva-vidas em embarcações. O piloto será investigado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Já as outras testemunhas foram ouvidas na terça-feira (29) e o caso segue em investigação.

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Fartura, no interior de SP, recebe estrutura náutica de uso público

    Píeres e passarelas construídos pela Metalu integram o Programa de Turismo Náutico do estado

    10 barcos: NX Boats prepara seu “maior estande da história” para o Rio Boat Show 2026

    Entre os destaques estão as lanchas NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly, estreantes no salão náutico carioca, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

    Peixe-boi-marinho "participa" de passeio de jangada em São Miguel dos Milagres; assista!

    Animal resolveu se agarrar à embarcação durante passeio pelas piscinas naturais da região. Espécie está ameaçada de extinção no Brasil

    Maior colônia de corais já documentada fica na Austrália e foi encontrada por mãe e filha

    Formação de quase 4 mil m² ocupa parte da Grande Barreira de Corais da Austrália e, segundo cientistas locais, trata-se da maior colônia já mapeada

    Teste Ross SR 220 Icon: uma 22 pés que agrada

    A nova Ross SR 220 Icon navega bem e oferece boa relação custo-benefício, bom espaço a bordo e até banheiro fechado