Conheça as novas balsas elétricas das Cataratas do Niágara

Por: Redação -
21/10/2020

Siga nosso TWITTER e veja a série Dicas Náuticas diariamente.

Em uma das principais atrações turísticas internacionais, duas balsas elétricas inauguraram o retorno dos visitantes às águas das três quedas que formam as Cataratas do Niágara, no dia 6 de outubro. E o melhor: sem usar uma única gota de combustível.

As balsas, do tipo catamarã, 100% elétricas, nominadas em homenagem a Nikola Tesla e James V. Glynn, são perfeitas para a viagem porque seus motores elétricos dispõe de alto torque e entregam a energia instantaneamente. Já no caso da antiga motorização à diesel, era possível sentir a balsa trepidando enquanto os motores geravam o torque necessário ao deslocamento da embarcação para se afastar das Cataratas.

O Nikola Tesla e o James V. Glynn substituem dois barcos a diesel, o Maid of the Mist VI e o Maid of the Mist VII. O primeiro já foi aposentado, enquanto a empresa manterá o Maid of the Mist VII por um curto prazo, enquanto é feita a transição para o elétrico.

Leia também 

>> Bangkok, a Veneza do Leste da Tailândia, planeja instalar 200 balsas em quatro anos
>> Motores da Volvo Penta impulsionam balsas híbridas na Escandinávia
>> Empresa neozelandesa apresenta propulsão híbrida a jato d’água e elétrica

Mas agora, por que Nikola Tesla e James V. Glynn?

Para quem é local, Nikola Tesla soa óbvio, porque ele foi um cientista radicado nos Estados Unidos, e entre suas invenções, materializou a central elétrica das Cataratas do Niágara. Além da nomenclatura da balsa, Tesla tem uma estátua próximo a uma das quedas da Catarata.

Já James Glynn é um personagem histórico da região. Começou a trabalhar como vendedor de bilhetes em 1950, e comprou a empresa que gerencia os passeios de barcos às Cataratas em 1971. O senhor de 86 anos estava presente na inauguração das balsas, no começo deste mês.

As novas balsas do Maids of the Mist, o passeio de barco pelas Cataratas, são apenas dois exemplos de como as balsas elétricas estão sendo adotadas em todo o mundo, deixando para trás as embarcações movidas a diesel.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    1º navio da Marinha com nome feminino vai homenagear pioneira da enfermagem no Brasil

    O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas

    Próximo destino, Brasil: um dos maiores navios de guerra do mundo passará pelo Rio de Janeiro

    Com mais de 330 metros de comprimento, o porta-aviões norte-americano USS Nimitz ficará no litoral fluminense até meados de maio

    Oficialmente da Marinha: conheça diferenciais da 1ª Fragata Tamandaré incorporada à Esquadra brasileira

    Incorporada à Força em 24 de abril, embarcação carrega sistemas inteligentes, misseis, canhões e outros armamentos

    Mini Transat volta a Salvador após 15 anos e deve movimentar R$ 20 milhões na capital baiana

    Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia

    Ponte Salvador-Itaparica: navio chinês com 800 toneladas de peças está a caminho do Brasil para obras

    Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina