ONG de Barra Velha, em Santa Catarina, limpará praias pouco habitadas do Brasil

Por: Redação -
26/03/2021

Com o apoio de empresas engajadas na causa ambiental, órgãos públicos e voluntários espalhados pelo país, a ONG Eco Local Brasil, de Barra Velha (SC), dará início a um projeto ambicioso no mês de abril: retirar resíduos de praias de difícil acesso e pouco habitadas no litoral brasileiro. A ação “Atitude pelos Oceanos” começará as atividades em Santa Catarina e no Paraná e, nesta fase inicial, que vai durar 90 dias, pretende recolher 15 toneladas de resíduos.

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De acordo com o coordenador da Eco Local Brasil, Filipe Pedroso de Oliveira, o projeto selecionou praias que concentram grandes quantidades de materiais. Segundo ele, ilhas localizadas no Litoral Norte catarinense e no Litoral do Paraná devem ser os pontos mais críticos nesta primeira etapa. Mesmo com a dificuldade de acesso, Filipe explica que esses locais recebem muitos resíduos que são levados pelas águas. “É um problema ainda invisível para muitos”, conta.

Uma ampla estrutura logística, que contará com transporte terrestre e marítimo, foi planejada para atender as demandas do projeto. Para promover esse volume de atividades, a ONG conta com a ajuda de apoiadores.

Filipe reconhece a importância do apoio da comunidade e da iniciativa privada para a promoção de iniciativas em favor do meio ambiente. “Todos podem fazer alguma coisa pela preservação dos oceanos. Assumir a responsabilidade pelo resíduo gerado a partir do seu consumo, já é uma forma de contribuir. Quando recebemos o apoio da iniciativa privada a ação cresce e recebe ainda mais força para atingir e mobilizar mais pessoas. Para nós da Eco Local Brasil é um orgulho ter a Core Case, uma empresa que também se preocupa com o meio ambiente, apoiando os nossos Projetos”, destaca Filipe.

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A etapa inicial do “Atitude pelos Oceanos” vai até junho. Após concluir o cronograma de atividades em Santa Catarina e no Paraná, o projeto seguirá para outras regiões do Brasil, onde receberá o apoio da comunidade local, assim como de órgãos públicos. De acordo com a organização do projeto, todas as atividades serão realizadas com equipes reduzidas e levarão em conta as orientações da vigilância sanitária de cada região.

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