Um achado para velejadores: Tutóia, no Maranhão, é um dos picos mais completos do kitesurf
Cidade na rota dos ventos no Nordeste atende a diferentes níveis da modalidade com delta, praias e lagoas


Os amantes dos esportes à vela já sabem: a temporada de ventos no Nordeste está chegando. O período, que se estende da segunda quinzena de julho até o fim da primeira quinzena de janeiro, promete ser aproveitado por completo por quem atracar na cidade de Tutóia, no Maranhão — um verdadeiro “achado” para velejadores com um leque de possibilidades para a prática do esporte.
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Um dos pontos da rota dos ventos no Nordeste, o destino vem chamando atenção por concentrar, em um único trecho de litoral, uma combinação única: lagoas de água doce dos Pequenos Lençóis Maranhenses, o cenário selvagem do Delta do Parnaíba e praias com trechos com e sem ondas.


Para o instrutor de kitesurf Rômulo Duarte, da escola Kitesurf Life, o grande diferencial de Tutóia é justamente a capacidade de proporcionar diversas experiências de velejo na mesma cidade. “Enquanto praias do Ceará e de Atins oferecem uma condição específica, Tutóia entrega tudo de uma só vez”, explica.
Temos desde o velejo selvagem no Delta, lagoas dos Pequenos Lençóis e lagoas de maré, até rios e praias super rasas ou com ondas– detalha Duarte
Outros pontos fortes são as amplas faixas de areia e as rasas lagoas de maré, tidas como como salas de aula seguras para quem precisa treinar com os pés no chão. Já as áreas sem ondas favorecem manobras, enquanto os trechos com ondas são propícios ao kite wave — surfe com pipa — e a downwinds — velejos a favor do vento, que podem atingir 100 quilômetros de extensão.
Ou seja: uma variedade que promete atender desde os velejadores iniciantes até os mais avançados.
Estrutura para receber o velejador
Com o crescimento do kitesurf em Tutóia, a cidade investiu em infraestrutura, a exemplo do Oiti Beach Resort, que abriga uma unidade da escola Kitesurf Life e oferece acesso direto à praia.
A partir do resort, é possível velejar por atrações como o navio naufragado Aline Ramos, o Delta do Parnaíba e a Praia do Arpoador. Segundo o estabelecimento, a temporada de ventos, iniciada em julho, prolonga o fluxo de turistas além da alta temporada tradicional, impulsionando a ocupação hoteleira e a economia local.
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