Barco hotel é ponto chave para estudos nas águas da Bacia do Rio Araguaia
Com três andares, a embarcação leva pesquisadores por mais de 3 mil km para estudar a vegetação e a qualidade da água


Morar em um barco nem sempre é sinônimo de luxo ou de uma mudança de estilo de vida. Para alguns pesquisadores, a ação é sinônimo de trabalho. Nas águas do Rio Araguaia, em Tocantins, esses profissionais usam um “barco hotel” de três andares para mapear e preservar a bacia hidrográfica deste importante corredor ecológico.
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Anualmente, o barco hotel percorre cerca de 3,5 mil km com os especialistas a bordo. Alguns deles, geralmente os que desenvolvem estudos mais complexos, chegam a permanecer na embarcação por 30 dias.


Neste ano, 35 profissionais de diversas universidades do Brasil estão “hospedados” na embarcação. O barco é parte essencial de um trabalho que visa analisar plantas que estão na superfície da água, a qualidade de lagos e a recuperação do rio após o período de estiagem.
Ao G1, Ludgero Cardoso, coordenador do projeto, destacou que “nos últimos anos, a ocupação humana na região do Araguaia tem aumentado”, o que, segundo ele, “também traz impactos”.
É importante que prefeituras, estados e agências de financiamento de pesquisa se unam para tentar conservar ao mesmo tempo que a gente cresce economicamente– explicou
As pesquisas anuais permitem aos pesquisadores analisar as mudanças na região. Em 2023, por exemplo, o especialista em gestão ambiental, Lucas Tabeira Monteiro, realizou estudos sobre a concentração preocupante de mercúrio nos peixes do rio Araguaia. Agora, ele analisa os sedimentos no fundo do rio e dos lagos.
Na Amazônia, a proporção de metilmercúrio é em torno de 1 a 2%. Aqui na Araguaia, nós encontramos a proporção de até 22%– contou
Para a botânica Lorena Lana Camelo, as pesquisas são um meio de saber mais da região, que ainda carece de informações sobre sua vegetação.
“O nosso objetivo é catalogar as espécies e diminuir a lacuna de conhecimento em relação à vegetação da Bacia do Rio Araguaia, que ainda foi muito pouco estudada e existe uma lacuna de conhecimento muito grande em relação a vegetação daqui”, destaca.


Neste ano, as atividades começaram no início de fevereiro. A iniciativa faz parte do grupo Aliança Tropical de Pesquisa da Água, que une mais de 200 pesquisadores do Brasil e da Austrália.
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