Lançamento do 1º ferry 100% elétrico do mundo completa 10 anos
Há dez anos, na Noruega, a MF Ampere fazia a rota Lavik-Oppedal pela primeira vez. Responsável pelo transporte de aproximadamente 1 milhão de carros por ano, o primeiro ferry 100% elétrico do mundo testou as águas e abriu o mar para que outras embarcações do tipo fossem fabricadas.
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Embora buscar alternativas mais sustentáveis já não fosse uma necessidade nova na época, pode-se dizer que a MF Ampere estava à frente do tempo. Alimentada pelas baterias mais modernas, obteve resultados tão bons que superou as expectativas e consolidou-se como um marco na indústria náutica.


A história do 1º ferry 100% elétrico do mundo
Até hoje entre os líderes globais quando o assunto é navegação verde, a Noruega eletrificou toda a frota de balsas ao longo da última década.
Esse movimento começou com a produção da MF Ampere, após a Administração Pública de Estradas da Noruega solicitar uma balsa com menor impacto ambiental para transportar pessoas e automóveis pelo Sognefjord, o maior fiorde (grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas) do país.
Com um conceito ambicioso, a empresa de navegação Norled venceu a licitação em questão. Já a Corvus Energy forneceu as baterias. A Siemens, por sua vez, atuou na integração. A construção, iniciada em 2014, ficou a cargo do estaleiro Fjellstrand.
Em termos de características físicas, a MF Ampere tem 80 metros de comprimento (262 pés), 21 metros de largura (69 pés) e foi projetada para transportar 120 carros e 350 passageiros. A embarcação entrou oficialmente em operação em 16 de fevereiro do ano seguinte.
De lá para cá, essa balsa pioneira fez mais de 100 mil viagens — o equivalente a 17 voltas ao redor do Equador —, economizou 1 milhão de litros de combustível (diesel) e evitou, todo ano, a emissão de 570 toneladas de CO2.
Custos operacionais foram reduzidos em quase 90%, resultando em uma economia de US$ 15 milhões (R$ 86 milhões em conversão feita em fevereiro de 2025) para a Norled.
Recentemente, a MF Ampere ganhou baterias novas para navegar por mais tempo. Mesmo assim, a má notícia — na verdade, boa notícia — é que a embarcação deve entrar em desuso em breve, para que outras, mais modernas e ainda mais amigáveis ao meio ambiente, deem continuidade ao seu trabalho.
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