Guardião da natureza: cachorro protege tartarugas recém-nascidas em praia do México
Batizado de Solovino, cão impede que os filhotes em risco de extinção sejam capturados antes de chegarem no mar


Mesmo abandonado, esse cachorro decidiu praticar a solidariedade — para que ninguém se sentisse sem amparo como ele já ficou. Batizado de Solovino, o cão, que hoje tem dona, ajuda filhotes de tartaruga-marinha a chegarem com segurança no mar na praia de Miramar, no México.
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Como era de se esperar, as cenas de solidariedade rapidamente ganharam a internet. Feito de maneira espontânea, o ato começou a ser filmado pela tutora de Solovino, que criou perfis para o animal nas redes sociais que somam mais de 30 mil seguidores.


Desovados na areia, os filhotes de tartarugas-marinhas nascem e, logo no começo da vida, já correm grande risco de serem capturados antes mesmo de alcançarem o mar. É nessa etapa, inclusive, que boa parte dos bebês são atacados por predadores.
Mas é aí que entra o Solovino. Ele fica ao pé dos ninhos enquanto os ovos eclodem, os toca com o nariz e acompanha gentilmente os filhotes de tartaruga até o mar. Assim, além de impedir que os filhotes sejam devorados pelas gaivotas, ele garante que as tartaruguinhas completem sua primeira jornada com vida.
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O gesto tocante — e digno de filme infantil — ganhou destaque na imprensa mexicana e serve como um lembrete: mais do que um cachorro, Solovino tornou-se um “guardião”.
O melhor amigo das… tartarugas
Pode-se dizer que Solovino é, de fato, um cachorro praieiro. Durante suas visitas constantes junto à tutora, ele nada, escava a areia, toma sol, rebola, salta entre as rochas e demonstra curiosidade com diferentes animais, como caranguejos.


O cãozinho tinha uma família, mas foi abandonado entre as dunas. Segundo sua tutora, que frequenta a praia de Miramar, o cachorro começou a segui-la durante uma caminhada à beira-mar e a conexão foi imediata, então a moça decidiu dar-lhe uma nova oportunidade.


Hoje em dia, Solovino tem uma casa confortável e não precisa mais se preocupar com o frio do inverno, tampouco com a triste dor do abandono. Mesmo sem falar uma palavra, seu propósito é quase sonoro: que nenhum animal fique sozinho e deixado à sorte, como ele ficou.
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