Cidade flutuante em formato de tartaruga é novo projeto de estúdio italiano
Lazzarini Design mostra detalhes de projeto de embarcação elétrica que poderá acomodar mais de 60 mil pessoas


Uma cidade flutuante com desenho de tartaruga marinha e capaz de levar 60 mil pessoas a bordo. O estúdio italiano Lazzarini Design, comandado por Pierpaolo Lazzarini e famoso por embarcações inovadoras, acaba de divulgar o conceito de um ambicioso projeto.
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Batizado de Pangeos, a embarcação tem 1.800 pés (cerca de 550 metros) de comprimento e sua largura atinge os 2.000 pés (610 metros) — mais do que megaiate, seria um teraiate. Com todo esse tamanho, poderia acomodar confortavelmente mais de 60 mil pessoas e funcionar como uma cidade flutuante dos oceanos, oferecendo todas as comodidades que um resort seria capaz.
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O nome do projeto serve como uma homenagem à Pangea, o supercontinente que existiu há milhares de anos, entre os períodos Paleozóico e o início do Mesozóico.


Desde 2009, Pierpaolo cria este projeto visionário de luxo e autossustentável. Nas suas projeções, a tartaruga gigante terá uma espécie de portão, o qual permitirá a entrada de iates no Pangeos, para que os navegantes possam desfrutar dos privilégios embarcados. Suas instalações incluem: resorts, shoppings centers, helipontos, hangares, jardins, clubes, praias artificiais e até infraestrutura para carros elétricos.
Por seu porte colossal, tirar o projeto do papel demandaria a construção de um estaleiro próprio, já que nenhum estaleiro atualmente teria condições de construir o Pangeos. Até o momento, todo o desenho ainda está na sua fase inicial e não há muitos detalhes de suas partes internas.
O designer, entretanto, já disse que toda a construção poderia ser entregue em até oito anos, custando mais de US$ 8 bilhões — o equivalente a R$ 42 bilhões (valores convertidos em novembro de 2022).


Para movimentar toda a cidade itinerante, serão instalados nove motores HTS, com cada um fornecendo quase 17 mil hp. A velocidade máxima será de 5 nós, cerca de 9 quilômetros por hora. Uma solução encontrada para obter um maior ganho de energia é a instalação de painéis solares no topo da embarcação, bem como usar energia a partir da força das ondas.
O casco do Pangeos será de aço, com 30 mil células individuais em sua estrutura, tornando-o inafundável, segundo seu criador.


Lazzarini deve lançar o Pangeos no Metaverso no início de 2023, através de uma série de NFTs, com credenciais para acessar propriedades virtuais. Essas mesmas credenciais servirão como depósito para uma propriedade física, se a embarcação for efetivamente construída. Há ainda a opção de participar de um financiamento coletivo.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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