Turismo sustentável na Amazônia foi destaque em debate do Mtur a bordo do JAQ H1
O turismo brasileiro está sendo reescrito com as diretrizes da sustentabilidade, do propósito e da responsabilidade social. Essa foi a tese do painel sobre turismo sustentável na Amazônia, realizado no barco JAQ H1, movido a hidrogênio verde. A embarcação, focada em pesquisas e educação ambiental, está exposta na Estação das Docas durante a COP30.
JAQ H1 reuniu mais de mil pessoas durante abertura à visitação pública na COP30
COP30 marca virada da transição energética naval com barcos a hidrogênio
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A gente não está em cima de qualquer barco, estamos em cima de um barco movido a hidrogênio, uma energia limpa– destacou a Secretária-Executiva do Ministério do Turismo (MTur), Ana Carla Lopes
Durante a palestra desta segunda-feira (17), Lopes explicou que o novo perfil do viajante exige uma relação mais profunda com o destino e o seu impacto. Segundo ela, “o perfil do turista mudou. Ele busca ter uma relação mais próxima com a natureza e entender o impacto da própria viagem. O turista de hoje quer saber por que está indo, e não apenas para onde vai.”


A gente ta fazendo aqui essa discussão, esse debate, promovendo o turismo sustentável na Amazônia. É um feito, um simbolismo que vai ficar marcado na história– destacou Lopes sobre o painel a bordo do JAQ H1
Para capitalizar essa demanda por turismo de experiência ligada ao ecoturismo, o MTur utilizou a COP30 para reforçar uma iniciativa que integra o papel da Amazônia como alvo de desenvolvimento. Trata-se do lançamento do projeto da maior trilha sinalizada da América Latina, com 456 quilômetros, que atravessa sete unidades de conservação dentro da floresta Amazônica.


Para mim, esse percurso na Amazônia é um espaço vivo de encontro, sabedoria e alegria. Essa trilha tem muita potência e seguirá crescendo com capacitação e parceria entre governo federal, estados e iniciativa privada– afirmou a secretária
Comunidade e zero emissões
A estratégia do MTur foca em garantir que o turismo seja um motor de desenvolvimento que respeite o território. Isso envolve o apoio técnico e a capacitação de comunidades ribeirinhas, indígenas e artesãos em negócios, precificação e uso de redes sociais.


A visão da Secretaria foi endossada pelo ambientalista Daniel Cady. Segundo ele, as pessoas buscam experiências imersivas: “O turismo está mudando. As pessoas não querem só uma foto bonita, querem silêncio, contato real, saber a história daquele lugar, sentir o cheiro da terra, ver os animais.”


Ernani Paciornik, idealizador do projeto JAQ e presidente do Grupo Náutica, destacou o simbolismo da embarcação para educação ambiental e impulso ao ecoturismo, já que o barco, equipado com hidrojato, é capaz de navegar por águas rasas em vias fluviais.
“Com o JAQ H1, a nossa intenção sempre foi ir além do discurso e contribuir com ações que integrem as pessoas e a natureza. Queremos deixar um legado concreto e mostrar, na prática, que a transição energética não é uma ideia abstrata, é algo possível e tangível”, disse.
Financiado 100% pela iniciativa privada o projeto JAQ H1 tem parceria com a Itaipu Parquetec, GWM, Heineken e Artefacto. A embarcação, focada em pesquisas e educação ambiental, tem sistema hotelaria preparado para operar com hidrogênio verde e conta com auditório para 50 pessoas, que serve de palco para debates durante o período da conferência.
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