Região Norte registra crescimento na movimentação portuária no 3º trimestre de 2025
Transporte internacional por vias interiores dispara e impulsiona total de 43,3 milhões de toneladas movimentadas


A Região Norte segue se firmando como um dos principais eixos logísticos da Amazônia. Prova disso é o avanço da movimentação portuária no 3º trimestre de 2025, quando os portos da região somaram 43,3 milhões de toneladas entre julho e setembro — um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.
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O transporte pelas vias interiores também ganhou força. Foram 30,3 milhões de toneladas movimentadas — um crescimento de 1,3% na comparação anual. O destaque ficou para o transporte internacional, que registrou um salto expressivo de 282%, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O transporte nacional nas hidrovias também cresceu, com avanço de 8,2%.
Os números reforçam o peso da navegação interior como peça-chave para integrar a Amazônia e ampliar a eficiência logística da região. O levantamento da Antaq, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, detalha ainda o desempenho de cada segmento da movimentação portuária.


Entre os tipos de carga, os contêineres tiveram o melhor desempenho: cresceram 9,93% e fecharam o trimestre com 3,2 milhões de toneladas. Já os granéis sólidos se mantiveram como o volume dominante, somando 33,8 milhões de toneladas — alta de 2,5% em relação a 2024. O granel líquido também avançou, chegando a 4,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,3%, impulsionado principalmente pelo transporte de petróleo e derivados.
No recorte por mercadorias, a soja se destacou com força. O grão teve aumento de 83,5% e alcançou 5,6 milhões de toneladas movimentadas no trimestre. Já o petróleo e derivados — excluindo o óleo bruto — também subiu, registrando 3,4 milhões de toneladas, um avanço de 5,6%.
Entre os terminais públicos, o Porto de Vila do Conde liderou com 5,5 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 2,9% na comparação anual. No setor privado, o Terminal Graneleiro Hermasa apresentou salto também expressivo de 43,9%, atingindo 3,1 milhões de toneladas.
No conjunto, os dados reforçam a força do modal aquaviário no Norte e mostram que o crescimento não veio de um setor isolado. Ele se espalha por diferentes frentes — da navegação interior ao transporte internacional — consolidando a região como um dos motores logísticos do país.
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