Festa na lancha termina em barco apreendido por superlotação; saiba os riscos e penalidades da infração
Além da capacidade de pessoas acima do limite, agentes notaram consumo de bebida alcoólica e ausência de cuidados básicos de segurança


Uma animada festa na lancha terminou mais cedo em Caixa d’Aço, na Grande Florianópolis (SC). Durante a operação Guardião do Litoral, os agentes logo viram que a embarcação levava mais pessoas do que suportava. O resultado? Lancha lacrada e apreendida.
Você sabe por que usamos “nós” em vez de quilômetros na navegação?
Como saber se o rotor da bomba d’água do motor está funcionando bem? Náutica responde!
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Especialmente durante o verão, mais pessoas colocam o barco na água. Os dias ensolarados são um verdadeiro convite para aproveitar o mar na presença de amigos e familiares — e até aí, tudo mais do que certo! O problema é quando a empolgação vai longe demais.


No caso do Caixa d’Aço, que aconteceu no início de janeiro, além da superlotação, os agentes notaram consumo de bebida alcoólica e ausência de cuidados básicos de segurança na lancha.
Os perigos da superlotação
Ultrapassar o limite de pessoas que um barco suporta vai muito além da dor no bolso. Essa prática aumenta o risco de capotamento ou perda de estabilidade da embarcação, especialmente em situações de ondas, vento ou manobras bruscas.
Logo, a infração pode comprometer a segurança de todos a bordo — incluindo a eficácia de equipamentos de salvatagem, que podem estar em falta devido ao alto número de pessoas — e até de outros barcos próximos.
O que diz a Marinha do Brasil
Ao fiscalizar uma embarcação, os agentes da Marinha do Brasil — ou de outros órgãos competentes — vão verificar se o barco está com mais pessoas a bordo do que o limite de lotação permitido, ou seja, mais do que o número máximo indicado pelo fabricante e registrado no Título de Inscrição da Embarcação (TIE).
Constatando a superlotação, os agentes podem notificar o responsável, emitir auto de infração e até apreender a embarcação (temporariamente ou até a irregularidade ser sanada) — conforme a gravidade da situação e as regras da fiscalização. Essas ações ocorrem porque a segurança da navegação e a proteção da vida humana no meio aquaviário são prioridades da Autoridade Marítima.


Segundo dados de 2024 da Operação Navegue Seguro, que acontece em águas litorâneas especialmente durante o verão, as infrações mais comuns registradas foram:
- falta de habilitação dos condutores;
- documentação da embarcação incompleta ou vencida;
- falta de material de salvatagem (coletes, boias e extintores de incêndio, entre outros);
- desrespeito ao limite de lotação da embarcação;
- consumo de bebida alcoólica durante a condução;
- más condições de navegabilidade das embarcações.
Sendo assim, antes de organizar um passeio a bordo, confira no TIE quantas pessoas, exatamente, você pode levar. A partir desse número, verifique também se há coletes salva-vidas para todos, bem como se os materiais de salvatagem estão de acordo. Se você for o piloto, passe longe das bebidas alcoólicas.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Embarcação que transportava pessoas e animais afundou próximo à praia do Farol de Santa Marta, em março de 1911
Espaço ficará na polêmica "marina falsa" do circuito, com direito a culinária francesa e vista privilegiada das curvas 5 e 9
Projetado para se assemelhar a um carro de corrida, o barco foi montado sobre uma estrutura flutuante com motor de jet
Barco de 1969 foi flagrado por Michael Busch sobre uma lagoa congelada em Nova York. Conheça outros modelos de "iceboats"
Modelo de 34 pés estreia nova categoria no portfólio do estaleiro e aposta em sofisticação com DNA esportivo




