Não se arrisque: confira dicas para aproveitar o mar em segurança neste verão

Somente durante a virada, mais de 1,6 mil resgates foram realizados em praias do Rio. Dicas simples podem evitar transtornos

10/01/2026
Aproveitar o mar em segurança passa por respeitar sinalizações e seguir recomendações simples. Foto: Secom-SC / Divulgação

Até o dia 20 de março, o verão seguirá a todo vapor no Brasil. Nesse período, as praias brasileiras recebem um alto número de visitantes, que aproveitam os dias dourados para tomar aquele banho de mar. A atividade, contudo, embora relaxante, fica a um passo de virar um grande transtorno caso medidas simples de segurança não sejam levadas a sério.

Para se ter uma ideia, somente durante a virada de ano (2025/2026) mais de 1,6 mil resgates foram realizados em praias de todo o estado do Rio de Janeiro, conforme levantamento do Corpo de Bombeiros. Na virada de ano anterior (2024/2025), haviam sido 33.

 

A euforia pelos dias de férias, embora compreensiva, não deve transpor os cuidados ao entrar na água, uma vez que o mar pode, muitas vezes, ser traiçoeiro.

Mar com segurança: dicas simples podem evitar incidentes

Apesar dos riscos, o mar dá sinais quando não está para brincadeira e compromete a segurança dos banhistas — basta saber identificá-los e, principalmente, respeitá-los.

Respeite a sinalização de risco

O mais claro dos sinais é dado por profissionais capacitados, com as famosas sinalizações de risco. Você com certeza já se deparou, por exemplo, com uma bandeira vermelha fincada na areia. Sem surpresas, ela indica alto risco de afogamento. Ao avistá-la, é essencial não entrar no mar que, nessas condições, apresenta grande incidência de correntes de retorno — a causa de grande parte das ocorrências de afogamento.

Foto: Dmitry_Rukhlenko / Envato

Há ainda a bandeira duplo-vermelha, utilizada em situações extremas. Ela indica a interdição da praia em função de chuva forte, ressaca, incidência de raios, entre outras situações.

Procure uma área próxima a um posto de guarda-vidas

Os guarda-vidas são verdadeiros “guardiões” das praias, sempre empenhados na proteção dos banhistas e na prevenção de afogamentos. Eles geralmente estão posicionados em guaritas elevadas na areia, devidamente uniformizados nos tons de vermelho e amarelo.

Foto: Governo de São Paulo / Divulgação

Por outro lado, praias sinalizadas com bandeira preta indicam a ausência de guarda-vidas nos postos de salvamento, o que deve servir de alerta para os banhistas, uma vez que, no caso de qualquer incidente, ficarão sem socorro imediato.

Evite entrar no mar após o consumo de álcool

A combinação de álcool e atividades aquáticas pode ser extremamente perigosa. Conforme informações do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, o álcool afeta negativamente as habilidades motoras e o julgamento, comprometendo o equilíbrio, a coordenação e a velocidade de reação do indivíduo.

Foto: GreensandBlues / Envato

Logo, ao nadar ou praticar qualquer atividade no mar, essas capacidades reduzidas aumentam consideravelmente o risco de acidentes e afogamentos.

Saiba identificar e sair de uma corrente de retorno

Uma das principais causas de afogamento nas praias, a corrente de retorno é um fluxo estreito e rápido de água que se forma quando a água empurrada pelas ondas de volta à praia encontra um “corredor” para retornar ao mar. Esse movimento forma um canal de repuxo em direção ao alto-mar e cava uma espécie de valeta na areia, deixando aquele trecho mais fundo e muito mais difícil de sair.

Foto: National Weather Service/JotaCartas/CC BY 3.0/Wikimedia Commons / Reprodução

Elas costumam ser identificadas a partir de um ponto no mar em que a água é mais escura, menos ondas se quebram e a espuma é puxada para dentro. No Instagram, o guarda-vidas De Freitas compartilha dicas para aproveitar os dias de praia em segurança. Sobre as correntes de retorno, ele explica que a pior decisão ao se deparar com uma é nadar em direção à areia, o que aumenta o cansaço e acelera o risco de afogamento.

 

Segundo ele, a decisão mais assertiva é manter a calma, flutuar por alguns segundos para recuperar o fôlego e nadar para um dos lados até alcançar o banco de areia. Confira a demonstração:

 

Não sabe nadar? Não se arrisque!

A exemplo da demonstração do guarda-vidas De Freitas, fica evidente que saber nadar nem sempre vai ser o suficiente para evitar um afogamento — embora essa habilidade seja indiscutivelmente essencial no mar.

 

Fato é que, mesmo sabendo nadar o mar ainda pode ser traiçoeiro. Logo, se essa não for uma das suas habilidades, evite se aproximar do fundo do mar para curtir em segurança. Mantenha uma distância segura da areia e não se arrisque.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Semana de Vela de Ilhabela reforça ligação da cidade com o mar, diz prefeito

    Durante a abertura do evento, Toninho Colucci destacou a importância da vela para o turismo, a formação de jovens e o cuidado ambiental no arquipélago

    Escoteiros do Mar aproximam crianças do universo náutico durante a Semana de Vela de Ilhabela

    Grupo Guaravita, com atuação em São Sebastião, Ilhabela e Caraguatatuba, usa atividades ligadas ao mar para estimular autonomia, disciplina e interesse por profissões náuticas

    Ilhabela abre a maior competição de vela oceânica da América Latina

    Cerimônia reuniu autoridades e representantes da vela brasileira neste sábado (25), marcando o início oficial do evento de regatas

    Bom pra cachorro: competição de caiaque na China tem cães como protagonistas

    Complexo pet chinês localizado em Xangai oferece diversas atrações caninas, como navegar em caiaques com seus tutores

    Vela do Amanhã: o maior legado de Mauro Dottori na Semana de Vela de Ilhabela

    Iniciativa que busca aproximar crianças da vela reúne cerca de 200 participantes de 16 escolas durante a SIVI