Como saber se a praia está própria para banho em SP? Veja as recomendações

Chegada do verão é marcada pelo fluxo de banhistas no litoral paulista, que pode aumentar o risco de infecção nas águas

12/12/2025
Foto: CETESB / Divulgação

Com a chegada do verão e das férias escolares, as praias costumam ficar mais cheias do que nunca. Porém, mesmo em meio a diversão e relaxamento, é preciso tomar alguns cuidados com a saúde e ficar de olho se as águas estão próprias para aquele merecido banho debaixo do sol.

Toda semana, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avalia a qualidade de água de 175 praias do litoral paulista e classifica cada ponto como próprio ou impróprio (entenda mais aqui). Além de fazer esse controle, a agência ambiental de SP realiza a troca de bandeiras nas áreas monitoradas.

Praia de Castelhanos, em Ilhabela. Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

De acordo com os resultados, as praias de SP recebem uma das duas classificações:

  • Própria (bandeira verde): quando os resultados estão dentro do padrão de segurança
  • Imprópria (bandeira vermelha): quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas apresentam mais de 100 colônias de Enterococos por 100 ml de água, ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml

Há mais de 50 anos, técnicos da Cetesb coletam amostras exatamente onde os banhistas entram no mar e as levam para análise laboratorial, com o objetivo de detectar enterococos (bactérias microscópicas que funcionam como sinais de alerta de contaminação fecal).

É essa medição, chamada de balneabilidade, que determina se a região está adequada ou não para banho em SP. A divulgação dos resultados ocorre sempre às quintas-feiras, quando o boletim atualizado é publicado no site e no aplicativo da Cetesb (Android e iOS), e as bandeiras são trocadas nas faixas monitoradas.

 

Por lá, também é possível acompanhar o mapa de qualidade das praias, classificação semanal por munícipios, consultar os anos anteriores e conhecer todos os critérios adotados pela CETESB.

Mas o que é balneabilidade?

Calma, nós explicamos. Balneabilidade é o nome técnico usado para indicar se a água do mar está adequada para o banho.

Bandeira verde, que sinaliza que a praia está em boas condições para banho. Foto: CETESB/ Divulgação

Segundo a CETESB, os indicadores são comparados com padrões pré-estabelecidos, que permite identificar se as condições em um determinado local são adequadas para o banho. É possível, inclusive, classificar as águas em diferentes níveis de balneabilidade, para melhor orientar os usuários.

 

Diversos fatores contribuem para a presença de esgotos nas praias — não só em SP, mas em todas — , como:

  • Existência de sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos nas proximidades;
  • Presença de córregos que desembocam no mar;
  • Aumento do turismo durante a alta temporada;
  • Características fisiográficas da praia;
  • Ocorrência de chuvas;
  • Condições de maré;
  • Aspectos de saúde pública.

Os parâmetros para essa avaliação são estabelecidos pela legislação ambiental vigente no país e seguem padrões internacionais utilizados no mundo todo para avaliar o risco de exposição a bactérias que podem causar principalmente infecções gastrointestinais, de pele e de ouvido.

Bandeira vermelha, que sinaliza “praia imprópria”. Foto: CETESB/ Divulgação

Os dados orientam ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como reforço na operação de esgotamento, manutenção de redes, identificação de lançamentos irregulares e adequações na drenagem.

A medição da qualidade da água da praia é uma ferramenta essencial para apoiar a gestão pública e proteger a saúde da população– explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb

Recomendações para aproveitar o mar com segurança

Além dos boletins diários, a agência estabelece algumas recomendações gerais para evitar contaminações e aproveitar as águas com maior segurança. Dada a relação entre a balneabilidade e os riscos à saúde, é importante adotar os seguintes cuidados:

  • Após chuvas intensas, evite entrar no mar por pelo menos 24 horas, mesmo em praias classificadas como próprias;
  • Canais, rios e córregos que deságuam na praia devem ser evitados, pois podem receber esgoto clandestino;
  • Outros fatores também podem deixar a praia temporariamente imprópria, como floração de algas, derramamentos de óleo ou descarga acidental de poluentes;
  • Evite a ingestão de água do mar, prestando especial atenção a crianças e idosos, que são mais sensíveis;
  • Não leve animais à praia.

 

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