Como evitar: alguns macetes para deixar o barco protegido das ferrugens
Melhor do que remediar, apenas prevenir. Saiba alguns "segredos" para que a embarcação não sofra desse mal


Por mais inevitável que possa parecer, há soluções para proteger o barco das ferrugens — mais do que isso, uma precaução! Afinal, tem como evitar ao máximo essa dor de cabeça antes mesmo que as temidas manchas tomem conta e, no pior dos casos, decrete o começo do fim da sua embarcação.
Quanto dura um anodo? Saiba o momento de trocar o anodo de sacrifício
Homem ao mar! O que fazer em situações de risco e cuidados para não cair na água
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Não faltam ingredientes para danificar o seu “brinquedo”: a combinação sal e água, o desleixo, a presença de organismos marinhos (como cracas e algas), entre outros. Logo, cuidar ao máximo do seu barco antes que ele entre apuros segue sendo a melhor ideia.


Pensando nisso, a Revista Náutica separou alguns “macetes” de como proteger o barco das ferrugens — e prevenir o problema em vez de ter que remediá-lo. Confira as dicas!
Como proteger o barco das ferrugens
Nas ferragens
Quando a limpeza de rotina não for suficiente nas peças de inox do convés, faça uma solução protetora à base de gesso com bicarbonato de sódio, dissolvidos em álcool, e aplique com um pano. Jamais use vinagre para tirar manchas das ferragens (embora funcione), porque ele deixa as superfícies pegajosas e isso aumentará a aderência do sal do mar.
Na fiação
Use apenas fios de cobre estanhados e certificados, que não corroem. Se eles forem protegidos apenas por capinhas de plástico, “pinte” os terminais com borracha líquida, para vedar contra a umidade. E nunca deixe fios expostos ao sol, porque isso os resseca e facilita a entrada de umidade, gerando corrosão futura.
Na corrente elétrica
A fuga de corrente elétrica para partes metálicas submersas do casco pode dissolver rapidamente qualquer metal. Desconfie, portanto, se algum equipamento elétrico parar de funcionar repentinamente.
No porão
Sempre esgote toda a água do porão e jamais deixe algum objeto molhado dentro dele, mesmo que apenas úmido. Além disso, mantenha portas, gaiutas e vigias abertas quando o barco estiver no seco e fora de uso, para ventilar — e secar bem — os ambientes internos.
No painel
Barcos jamais estão livres de respingos de água no painel — seja de chuva ou de borrifos durante a navegação. Para evitar infiltrações e problemas de corrosão nas fiações e terminais, cheque constantemente a vedação das borrachas do painel e dos instrumentos.
Nas conexões
Use micro-óleos ou graxas (mas não corrosivas!) em todas as conexões de partes metálicas e elétricas. E faça isso periodicamente.
Na lavagem
Após lavar o casco, seque cada cantinho. Até as porcas, mesmo as de inox, estão sujeitas à corrosão. Deixar o barco secar ao sol não é boa ideia.
Nas baterias
Baterias emitem gases corrosivos e, como costumam ficar nos porões dos barcos, vivem sujeitas a contatos com a água. Por isso evite! O certo é colocá-las em locais arejados e protegidos da água, justamente por esses motivos.
Nos parafusos
Mesmo nos parafusos de aço inox, aplique selantes especiais, como o Sikaflex, para mantê-los sempre isolados da umidade. Lembre-se: parafusos enferrujam fácil.
No motor de popa
Após “adoçar” o motor com água limpa, pulverize silicone nos seus mecanismos internos. Protege que é uma beleza.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte fica no Museu Náutico da Bahia, ponto privilegiado de onde cerca de 1,4 mil baleias foram vistas em 2025
Com projetos em cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis, iniciativa leva aulas, academias ao ar livre e experiências gratuitas para espaços públicos à beira-mar
Atual tricampeão da classe ORC, TP52 venceu as nove regatas que disputou na 53ª SIVI e fechou a semana com mais um título em Ilhabela
Comandante alia competitividade e ensino ao levar jovens da Escola de Vela de Ilhabela para a maior competição oceânica da América Latina
Der Bekannte 2 partiu do Puerto Petunia, em Bariloche, na Argentina, para competir na classe ORC, uma das mais disputadas da SIVI




