Quanto dura um anodo? Saiba o momento de trocar o anodo de sacrifício

Teoricamente é possível calcular a vida útil do objeto, mas na prática é diferente. Entenda!

Por: Redação -
31/08/2025
Anodo de sacrifício íntegro (à esquerda) e corroído (à direita). Fotos: Hannes Grobe / Wikimedia Commons / Montagem

O anodo é uma peça de zinco que serve para evitar a corrosão eletrolítica de algum objetos metálicos do barco, como motores, rabetas e cascos. Ele basicamente é corroído no lugar do outro objeto, a fim de preservá-lo. Teoricamente, é possível calcular a vida útil de um anodo. Porém, na prática, antever o momento exato da troca é mais difícil.

O cálculo matemático é o que os fabricantes de motores de popa ou de centro-rabeta fazem para estimar o número e o tamanho do anodo que o motor deve ter. São diversos fatores a serem analisados, como a liga, o tipo de material do anodo, a área exposta, a espessura, o tempo que o objeto ficará submerso, se a água é doce ou salgada e muitos outros.

 

A verdade é que a melhor forma de saber a hora de trocar o anodo de sacrifício é com a inspeção visual. Quando a corrosão atingir cerca de 50% do tamanho do anodo, sua capacidade de proteção começará a diminuir rapidamente, ou seja, já é um sinal de alerta.

Anodo deve ser trocado assim que atingir 50% da sua capacidade de corrosão. Foto: Springnuts / Wikimedia Commons / Reprodução

O recomendado é trocar o anodo quando a corrosão atingir, no máximo, 60% do metal. No entanto, ele deve ser verificado a cada seis meses e trocado, no máximo, uma vez por ano. Uma boa dica para manter esta peça funcionando com a máxima capacidade é, em toda vez que o barco estiver fora d’água, passar uma escova de aço nela, eliminando a camada superficial já oxidada.

 

Ao eliminar o óxido formado sobre o anodo, ele volta a funcionar normalmente. Vale lembrar que, para enfrentar o mar, o zinco ou liga de zinco com magnésio e alumínio são os melhores materiais. Já para barcos que navegam em água doce, a matéria-prima mais recomendada para o anodo é a liga de magnésio.

Anodo de sacrifício: pontos de atenção específicos

Embarcações com motores de popa com power trim exigem atenção especial quanto ao anodo, porque mesmo que apenas a ponta da rabeta permaneça em contato com a água salgada, haverá corrosão do anodo do mesmo jeito, ainda que ele fique acima dela.

 

Outro fator que interfere no tempo de vida de um anodo é o aterramento elétrico. É preciso ficar de olho nas tomadas elétricas dos píeres, que devem estar bem aterradas. Caso contrário, quem irá fazer a função de fio-terra será o próprio barco. Se esse for o caso, o anodo será consumido em questão de horas.


O mesmo vale para barcos com casco de alumínio: se as tomadas do cais ou as baterias do barco não estiverem bem aterradas, o próprio casco será consumido.

 

É preciso tomar cuidado também com a proximidade com outros barcos na água, pois uma lancha ou veleiro com instalação elétrica malfeita pode descarregar eletricidade na água, provocando desgaste prematuro dos anodos.

 

Por último, mas não menos importante, o anodo nunca deve ser pintado, para não ser protegido contra a corrosão, afinal, a função dele é ser corroído antes de outros equipamentos. É importante ter em mente as orientações gerais, mas seguir com inspeções visuais frequentes, para saber o momento certo de trocar o anodo de sacrifício.

 

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