Fóssil de “monstro marinho” encontrado em 1988 no Canadá é identificado
Espécie de elasmossauro viveu há cerca de 85 milhões de anos e teve características surpreendentes


Após 85 milhões de anos no solo, um fóssil de elasmossauro foi encontrado no rio Puntledge, na Ilha de Vancouver, no Canadá, dando início a um mistério. Isso porque, apesar de estar notavelmente completo, o fóssil possuía uma considerável degradação em um de seus lados. Isso somado a sua aparência incomum lhe rendeu o apelido de “monstro marinho”.
Navio perde o controle e invade quintal de casa na Noruega; veja
“Longe de ser rara”: cientistas encontram crustáceo gigante que pode habitar 59% dos oceanos
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
“De longe parecia bom”, disse à BBC Science Focus o professor F. Robin O’Keefe, paleontólogo da Marshall University e autor principal do estudo que identificou o animal décadas depois.
Quanto mais você se aproximava, mais triste ficava, como sorvete derretido. Isso tornava quase impossível identificá-lo– explicou o professor


Os pesquisadores ficaram quase 40 anos com “a faca e o queijo na mão” até finalmente conseguirem identificar a qual animal pertencia o fóssil. A solução veio do esqueleto de um filhote, desenterrado recentemente. “Ele estava muito bem preservado e isso nos permitiu confirmar algumas das características estranhas do fóssil adulto”, disse O’Keefe.
Foi a adição desse segundo esqueleto que tornou possível atribuir esse bicho [o fóssil] a uma nova espécie– destacou
Monstro marinho era um elasmossauro
Com nada menos que 12 metros, o fóssil misterioso foi definido como da espécie Traskasaura sandrae, um elasmossauro de pescoço longo predador que viveu ao lado dos dinossauros. Sua anatomia peculiar e seu estilo raro de caça, contudo, continuaram impressionando os pesquisadores mesmo após a descoberta, já que muitas particularidades definem o “monstro marinho”.


Entre elas está a estrutura dos ombros, que se abre para baixo — diferente de qualquer outro elasmossauro conhecido. O animal provavelmente tinha 36 vértebras cervicais, com pelo menos 50 ossos no pescoço. As nadadeiras, em formato de asas de avião invertidas, com a superfície mais curva na parte inferior em vez da superior, “ajudava a acentuar o movimento de subida quando ele mergulhava”, explicou O’Keefe.
Isso sugere outra característica impressionante: a de que o Traskasaura caçava mergulhando sobre a presa de cima para baixo. “Se você pensar em répteis nadando na água, a luz sempre vem de cima, então os animais tendem a caçar para cima porque estão olhando para presas silhuetadas contra a luz da superfície. Esse animal não fazia isso”, ressalta O’Keefe.
Suas presas, envoltas no estilo de caça envolvente, provavelmente incluíam amonites — parentes extintos das lulas e polvos atuais, com conchas em espiral — que ele esmagava com dentes pesados e afiados.
Apesar de grande, esse monstro marinho não era o predador dominante, uma vez que podia ser vítima de mosassauros maiores. A espécie foi extinta junto a todos os outros dinossauros na grande extinção em massa há cerca de 66 milhões de anos, causada por um asteroide.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Registro feito pelo fotógrafo Gianluca Nonnis, que mostra fenômeno natural na região, já soma 4,3 milhões de visualizações
Uso de revestimentos vinílicos adesivos e práticas de economia circular ganham espaço na indústria náutica; JAQ H1 é exemplo da tendência
Vanderlei Becker precisou de cinco anos e muitos sacrifícios para tirar do papel um barco de alumínio de 36 pés
Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou os principais destinos da categoria. Aqui destacamos as opções mais atrativas para nossos leitores. Confira!
Pesquisa mostra, em tempo real, como os copépodes ingerem e expelem os resíduos, enfraquecendo a capacidade do mar de absorver carbono




