Governador do Piauí visita o JAQ H1 e afirma: “fica claro que é viável substituir combustíveis fósseis”

Rafael Fonteles conheceu a embarcação 100% movida a hidrogênio verde nesta quarta-feira (12), durante a COP30

13/11/2025
Rafael Fonteles, governador do Piauí, aparece ao centro, ao lado de Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Geovani Pantoja / Revista Náutica

Entre painéis simultâneos e agendas lotadas durante a COP30, o JAQ Hidrogênio foi o destino de autoridades e empresários nesta quarta-feira (12), em Belém (PA). O governador do Piauí, Rafael Fonteles, foi um dos que conheceu de perto a embarcação 100% movida a hidrogênio verde.

Em entrevista à Náutica, Fonteles destacou que a iniciativa “é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala”.

JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Com 36 metros, hotelaria pronta para H₂V e um plano de evolução que prevê propulsão híbrida em 2026 — e produção de hidrogênio a bordo na etapa seguinte —, o JAQ H1 é tido como um avançado laboratório flutuante, uma vez que deve atuar como barco-escola, promovendo a educação ambiental e o estudo dos biomas marinhos e fluviais brasileiros.

A iniciativa é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala. Fica claro que é viável substituir combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono na navegação– destacou Rafael Fonteles

Também durante a COP30, o governador Rafael Fonteles apresentou o Plano Estadual de Ação Climática do Piauí, que define as diretrizes para que o estado alcance a neutralidade de carbono até 2050 e se torne referência em resiliência climática e transição energética limpa.


O documento define objetivos, medidas e formas de gestão voltadas à reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e lidar com os efeitos do aquecimento global, priorizando a justiça socioambiental e o desenvolvimento sustentável. Entre as principais metas estão:

  • Redução de 100% das emissões de gases de efeito estufa até 2050;
  • Ampliação da coleta e tratamento de esgoto para toda a população;
  • Restauração de 80% das áreas degradadas;
  • Eliminação do desmatamento ilegal;
  • Expansão do uso de energias renováveis, como solar e eólica;
  • Fortalecimento da bioeconomia e da agricultura de baixo carbono.

 

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