Governador do RS enxerga JAQ H1 como inspiração: “Uma grande oportunidade para todos”

Eduardo Leite visitou o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio durante a COP30 e destacou o potencial econômico e ambiental da tecnologia

Por: Nicole Leslie -
13/11/2025
Governador do Rio Grande do Sul ao lado de Ernani Paciornik, em frente à maquete do JAQ H2, na COP30. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, segue despertando o interesse de autoridades na COP30, em Belém, no Pará. Nesta terça-feira (12), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), esteve a bordo da embarcação e destacou o projeto como um exemplo concreto da transição energética no planeta.

A gente fica muito feliz de ver aqui uma aplicação direta do hidrogênio como instrumento para propulsão e para a parte de hotelaria do barco. É uma grande oportunidade para todos nós, para o planeta, para a humanidade em termos de transição, mas também uma oportunidade econômica-afirmou o governador à Revista Náutica

A visita reforçou a importância da inovação náutica brasileira diante da busca global por soluções sustentáveis. No JAQ H1, o hidrogênio será a principal fonte tanto para mover o barco quanto para alimentar seus sistemas internos — um modelo que pode inspirar o futuro da mobilidade, seja no mar ou até em terra.

JAQ H1 na COP30. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

Apesar de não haver relação institucional entre o projeto e o estado gaúcho, Eduardo Leite ressaltou que o exemplo do JAQ H1 está em sintonia com a política energética do Rio Grande do Sul.

A questão da transição energética é fundamental dentro do propósito de reduzir emissões, e são duas frentes que o Rio Grande do Sul está trabalhando: a de mitigação e a de adaptação climática, depois das enchentes que tivemos no ano passado-afirmou


Segundo o governador, o estado tem atuado de forma “muito ambiciosa” na produção de hidrogênio verde, aproveitando a matriz renovável já consolidada — com energia eólica, hidrelétrica e solar — e a forte demanda da indústria e da agricultura por fertilizantes.

Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

O chefe do executivo gaúcho disse que o RS busca diversificar outras bases de combustíveis sustentáveis para além do hidrogênio. Ele conta que com a liderança na produção de biodiesel no país, o estado tem avançado nas produções de etanol a partir do milho e que também tem aproveitado fontes como biodigestores, biogás e biometano.

 

A soma dessas iniciativas reforça o compromisso do Rio Grande do Sul em se tornar referência na produção de combustíveis de base sustentável no país — um movimento que, como o JAQ H1 demonstra, já começa a ganhar força também no mar.

 

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