Agora é brasileiro! Conheça o novo navio da Marinha que foi adquirido do Reino Unido
Embarcação chegará em 2026 e deve ampliar a capacidade da Força em operações militares e ações humanitárias


A Marinha do Brasil (MB) agora tem um reforço de peso: são 176 metros de comprimento, deslocamento de 18,5 mil toneladas e capacidade para até 710 combatentes no navio de guerra HMS “Bulwark”. A embarcação, adquirida pelo governo brasileiro da Marinha Real Britânica, é classificada como um doca-multipropósito da Classe “Albion”.
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O HMS “Bulwark” possui expressiva capacidade de transporte pessoal, de veículos e carga, assim como pode transportar ambulâncias e equipamentos de engenharia voltados à reconstrução de infraestruturas críticas. Logo, trata-se de um navio preparado para operar em cenários de calamidade pública.


Além disso, a embarcação suporta oito barcos auxiliares destinados a missões de resgate e ao transporte de pessoal e suprimento em áreas de difícil acesso. O convés é preparado para operar até dois helicópteros de grande porte, característica fundamental para evacuação médica, reconhecimento de áreas impactadas e apoio logístico de emergência.


O navio ainda é apto para realizar o envio rápido de estruturas para hospitais de campanha, mantimentos, medicamentos e outros itens essenciais diretamente às áreas atingidas, especialmente em desastres naturais e missões de assistência humanitária. Ele também será empregado na proteção da Amazônia Azul.
É motivo de grande orgulho para o Reino Unido apoiar um aliado tão próximo, promovendo o intercâmbio de conhecimento e fomentando a cooperação entre nossas Marinhas– declarou Stephanie Al-Qaq, embaixadora do Reino Unido no Brasil
Na hora certa!
Segundo a Agência da Marinha, a compra do HMS “Bulwark” se deu pela necessidade de ampliar a capacidade da Força, o que garante meios modernos e robustos para operação de apoio humanitário e defesa da soberania — e nada melhor que um multipropósito para cumprir todos esses requisitos.


No momento, o novo navio da Marinha encontra-se em Plymouth, na Inglaterra, passando por uma completa revitalização, prevista para acabar em 2026. O processo inclui a modernização dos sistemas de comando e controle, atualização dos equipamentos de comunicação e revisão dos sistemas de propulsão.
Esses cuidados prometem estender a vida útil do barco por pelo menos 20 anos, o que garante adequação às demandas atuais e segurança operacional da Marinha. O navio deve ser comissionado e traslado ao Brasil no próximo ano, quando passará a integrar a Esquadra Brasileira com outro nome: Navio-Doca Multipropósito “Oiapoque”.
Ele será o quinto do país a ostentar o título que faz alusão ao rio que traça o limite da fronteira norte do país no Amapá. É tradição da Força homenagear as características geomorfológicas brasileiras.


De acordo com a Agência da MB, o nome simboliza a presença do Estado brasileiro em áreas de interesse marítimo e reflete o compromisso da Marinha com a integração nacional e o apoio a comunidades isoladas, como em ações cívico-sociais e de defesa.
União Brasil-Reino Unido
Não é de hoje que o Brasil e o Reino Unido navegam lado a lado. Segundo o diretor-geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar, a relação entre os dois países é histórica. Ele aponta, por exemplo, o Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, antigo HMS “Ocean”, tido como o principal da Esquadra Brasileira e que foi adquirido da Inglaterra em 2018.


As aquisições refletem essa parceria estratégica, que envolve não apenas transferência de meios navais, mas também intercâmbio de conhecimentos, treinamento de tripulações e cooperação em áreas de interesse comum– destacou o Almirante de Esquadra
A parceria contou também com marinheiros brasileiros indo ao Reino Unido para receber o suporte técnico e contínuo para manutenção especializada, com direito a simulações e exercícios conjuntos focados na plena operacionalidade do meio.


Enquanto esteve no Reino Unido, o HMS “Bulwark” se consolidou em operações conduzidas pela Marinha Real Britânica.
- Em 2006, atuou na evacuação de cerca de 1,3 mil cidadãos britânicos durante o conflito no Líbano;
- Em 2010, transportou militares e civis retidos na Islândia em virtude da erupção do vulcão Eyjafjallajökull, que causou paralisação do tráfego aéreo;
- Em 2011, participou de missões de combate à pirataria na costa da Somália;
- Em 2015, operou na costa da Líbia prestando apoio médico e logístico no resgate de mais de 2,9 mil imigrantes, além de oferecer alimentação e atendimento inicial na embarcação.
Este navio, que no passado atuou em evacuações e missões de assistência humanitária, reforça a vocação do Brasil para operações de paz e ações humanitárias– destacou Antonio de Aguia Patriota, embaixador do Brasil no Reino Unido
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