Navio Professor Besnard deve ser revitalizado e transformado em museu


O navio oceanográfico ‘Professor Wladimir Besnard’ deve deixar o Porto de Santos, onde está atracado desde 2008, ainda este ano. Trazida à região após pegar fogo durante viagem pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, a embarcação está abandonada e em deterioração. Ela deve ser revitalizada e transformada em museu.
Um entendimento sobre o futuro do navio foi encaminhado em reunião na sede do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) entre a ONG Instituto do Mar (Imar) e a Prefeitura de Ilhabela.
Segundo ele, a administração municipal entende a importância do navio para a história da navegação e pesquisa marinha, mas ressalta que a cidade teve um prejuízo enorme com essa herança do governo anterior. Fazzini informa que um novo encontro com a ONG deve ser marcado para formalizar o acordo.
O interesse do Imar sempre foi impedir que o navio fosse afundado. Ele foi adquirido pelo Estado de São Paulo, em 1962, para realizar pesquisas marinhas. A intenção do instituto é permitir que todos possam conhecer a embarcação e não alguns poucos que realizam mergulho.
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A intenção do presidente do Imar, Fernando Liberalli Simoni, é que a embarcação seja um museu itinerante pelas cidades do litoral paulista. “O projeto é bastante interessante. As viagens do navio e suas histórias são muito ricas. Pretendemos abrir visitação às escolas, às crianças para fomentar a mentalidade náutica”, afirma.
Simoni explica que a curadoria do museu ficaria a cargo de profissional da USP, bem como a monitoria. Hoje, a universidade conta com grande parte dos equipamentos retirados do navio quando foram encerradas suas atividades. Parte dessas memórias voltará para o Professor Besnard.
A primeira viagem do navio foi realizada em 1967, quando saiu da Noruega, seu país de origem. De lá pra cá, foram 41 anos de atividades, 150 viagens e suas histórias relatadas em 68 diários de bordo. E mais de 50 mil amostras coletadas.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) se preocupa com o óleo e demais resíduos ainda presentes na embarcação. Com o navio ainda sob posse da Prefeitura de Ilhabela, o serviço de remoção dos produtos poluentes é de responsabilidade do município, assim como um vazamento. Enquanto a situação é analisada pelo Condephaat, ninguém pode mexer na embarcação, a não ser por eventual risco, o que é o caso.
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