Navio totalmente elétrico pode ser carregado em mar aberto com energia eólica

07/12/2023

O universo das embarcações pode estar prestes a viver uma nova era. Pelo menos é esse o impacto que a construtora naval, Damen Shipyards Group, pode trazer com o primeiro navio elétrico que pode ser carregado usando turbinas eólicas offshore em alto-mar.

Na Offshore Energy Exhibition & Conference 2023, realizada em Amsterdã, a construtora holandesa apresentou pela primeira vez o SOV 7017 Eletric, que chega com a proposta de ser um navio de operações elétrico. Ou seja, o barco dispensa paradas em terra para recarregar.

Foto: Damen Shipyards Group/ Divulgação

Assim, as turbinas eólicas funcionam como um posto de gasolina, só que em alto-mar. O SOV pode ser conectado justamente nas turbinas para carregar, pois todo seu sistema tem uma “infraestrutura offshore pré-existente”, o que significa que não é necessário redesenho nem acréscimos na plataforma.

 

O carregamento acontece enquanto o SOV 7017 está no modo DP “verde”, de baixa potência e, com apenas uma única turbina, a embarcação deve estar carregada após algumas horas. Inclusive, há planos da Damen para negar a necessidade de combustível fóssil neste barco.

Essa novidade no mercado será oferecida com duas opções de sistema de bateria de fosfato de ferro-lítio: 15 MWh para operações 100% elétricas ou 10 MWh para 75%. E, caso o barco não tenha acesso à eletricidade, há propulsão a diesel para reserva de emergência.

Saiba mais sobre o SOV 7017

O fato de o navio elétrico carregar em alto-mar não é o único chamativo deste barco. Afinal, ele tem comprimento de 230 pés (70 metros) e largura de 56 pés (17 metros) — segundo a Damen, o maior SOV eólico offshore totalmente elétrico.

Foto: Damen Shipyards Group/ Divulgação

Além disso, o navio possui 60 cabines para tripulantes e 40 técnicos, armazenamento e oficinas. Para enfrentar os desafios do carregamento offshore, a Damen fez parceria com a MJR Power & Automation, com a finalidade de garantir conexão segura e eficiente às turbinas ou subestações, segundo a marca.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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