60 mil inspeções e 4,6 mil notificações: os números da Operação Navegue Seguro da Marinha do Brasil
Corporação detalhou à NÁUTICA quantas inspeções, notificações, apreensões e infrações foram registradas nos últimos dois meses


A Operação Navegue Seguro, da Marinha do Brasil, reforça a segurança nas águas por meio da fiscalização de embarcações de esporte e recreio. Durante a alta temporada, a iniciativa é intensificada com a Operação Verão, iniciada em 17 de dezembro de 2025 para o verão 2025/2026.
Conheça as programações dos museus navais da Marinha do Brasil
Vice-Almirante Linhares assume o 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Em apenas dois meses — até 18 de fevereiro de 2026 — a operação já acumula números expressivos. O balanço considera todos os Distritos Navais da corporação no país. Confira:
- 60.901 barcos inspecionados;
- 4.685 notificações emitidas;
- 342 embarcações apreendidas;
- 92 autos de infração instaurados.


Os dados mostram que 7,7% dos barcos de esporte e recreio fiscalizados no período receberam algum tipo de notificação. Em termos práticos, isso significa que quase 8 em cada 100 barcos inspecionados apresentaram alguma irregularidade.
Durante o Carnaval, a Marinha intensificou as ações em pontos estratégicos do país. No Rio de Janeiro, a Capitania dos Portos promoveu, no último sábado (14), um mutirão da chamada Lei Seca Marítima, com aplicação de testes de alcoolemia em condutores de lanchas e jets, com autuações quando necessário.


Na Bahia, a Capitania dos Portos reforçou as fiscalizações em Salvador, enquanto a Capitania Fluvial de Juazeiro fez o mesmo no Rio São Francisco e no Lago de Sobradinho. Já em Brasília, a Capitania Fluvial ampliou as inspeções no Lago Paranoá e em outros destinos náuticos estratégicos, como Serra da Mesa e Corumbá IV.
Com caráter também educativo, voltado à prevenção de acidentes e à salvaguarda da vida humana, a corporação destacou os cinco fatores de risco mais recorrentes nas notificações do período:
- Uso inadequado ou ausência de coletes salva-vidas;
- Excesso de passageiros a bordo;
- Condução sob efeito de álcool;
- Navegação em velocidade incompatível com o local;
- Falta de habilitação ou documentação obrigatória.
A Marinha reforça que é fundamental que condutores de embarcações de esporte e recreio mantenham a documentação em dia e estejam atentos às atualizações das Normas da Autoridade Marítima (Normam) antes de sair para navegar.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Edição traz ainda destaques como a 6ª volta ao mundo de Aleixo Belov, a circunavegação de uma tripulação 100% feminina e o teste de cinco embarcações. Confira!
Orient Express Corinthian ficou pronto antes do previsto e marca a estreia da lendária marca ferroviária no universo dos cruzeiros de luxo
Helga Marie carregará a bandeira feminina entre mais de 20 participantes. Competição solo proíbe tecnologia moderna, escalas e assistência externa
Deborah Moraes encontrou nas águas do litoral de SP um novo propósito após enfrentar desafios pessoais, maternidade atípica e recomeços
Embarcação chega para preencher uma faixa ociosa nas lanchas com flybridge da marca. À NÁUTICA, Paulo Thadeu, CEO do estaleiro, contou as novidades e explicou a escolha tecnológica por trás do novo modelo




