60 mil inspeções e 4,6 mil notificações: os números da Operação Navegue Seguro da Marinha do Brasil

Corporação detalhou à NÁUTICA quantas inspeções, notificações, apreensões e infrações foram registradas nos últimos dois meses

Por: Nicole Leslie -
20/02/2026
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

A Operação Navegue Seguro, da Marinha do Brasil, reforça a segurança nas águas por meio da fiscalização de embarcações de esporte e recreio. Durante a alta temporada, a iniciativa é intensificada com a Operação Verão, iniciada em 17 de dezembro de 2025 para o verão 2025/2026.

Em apenas dois meses — até 18 de fevereiro de 2026 — a operação já acumula números expressivos. O balanço considera todos os Distritos Navais da corporação no país. Confira:

  • 60.901 barcos inspecionados;
  • 4.685 notificações emitidas;
  • 342 embarcações apreendidas;
  • 92 autos de infração instaurados.
Foto: Envato

Os dados mostram que 7,7% dos barcos de esporte e recreio fiscalizados no período receberam algum tipo de notificação. Em termos práticos, isso significa que quase 8 em cada 100 barcos inspecionados apresentaram alguma irregularidade.

 

Durante o Carnaval, a Marinha intensificou as ações em pontos estratégicos do país. No Rio de Janeiro, a Capitania dos Portos promoveu, no último sábado (14), um mutirão da chamada Lei Seca Marítima, com aplicação de testes de alcoolemia em condutores de lanchas e jets, com autuações quando necessário.

Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Na Bahia, a Capitania dos Portos reforçou as fiscalizações em Salvador, enquanto a Capitania Fluvial de Juazeiro fez o mesmo no Rio São Francisco e no Lago de Sobradinho. Já em Brasília, a Capitania Fluvial ampliou as inspeções no Lago Paranoá e em outros destinos náuticos estratégicos, como Serra da Mesa e Corumbá IV.


Com caráter também educativo, voltado à prevenção de acidentes e à salvaguarda da vida humana, a corporação destacou os cinco fatores de risco mais recorrentes nas notificações do período:

  1. Uso inadequado ou ausência de coletes salva-vidas;
  2. Excesso de passageiros a bordo;
  3. Condução sob efeito de álcool;
  4. Navegação em velocidade incompatível com o local;
  5. Falta de habilitação ou documentação obrigatória.

 

A Marinha reforça que é fundamental que condutores de embarcações de esporte e recreio mantenham a documentação em dia e estejam atentos às atualizações das Normas da Autoridade Marítima (Normam) antes de sair para navegar.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Já nas bancas: barco movido a hidrogênio é destaque da edição 398 da Revista Náutica

    Edição traz ainda destaques como a 6ª volta ao mundo de Aleixo Belov, a circunavegação de uma tripulação 100% feminina e o teste de cinco embarcações. Confira!

    Com 220 metros, maior iate a vela do mundo já navega pelo Mediterrâneo

    Orient Express Corinthian ficou pronto antes do previsto e marca a estreia da lendária marca ferroviária no universo dos cruzeiros de luxo

    A única mulher na Golden Globe: conheça a velejadora que pretende dar volta ao mundo sozinha

    Helga Marie carregará a bandeira feminina entre mais de 20 participantes. Competição solo proíbe tecnologia moderna, escalas e assistência externa

    “O mar me curou”: a jornada de uma mãe atípica que abriu a própria empresa de passeios de lancha

    Deborah Moraes encontrou nas águas do litoral de SP um novo propósito após enfrentar desafios pessoais, maternidade atípica e recomeços

    Lacuna estratégica: Real Powerboats adianta detalhes da Real 44 Fly, que será lançada em setembro

    Embarcação chega para preencher uma faixa ociosa nas lanchas com flybridge da marca. À NÁUTICA, Paulo Thadeu, CEO do estaleiro, contou as novidades e explicou a escolha tecnológica por trás do novo modelo