Pioneirismo verde na COP30: união posiciona o Brasil no centro da descarbonização marítima global

Liderado por Ernani Paciornik, projeto conta com nomes de peso como Itaipu Parquetec, GWM, MAN, Artefacto, Café Orfeu e Heineken

08/11/2025
JAQ Hidrogênio será implementado em três anos. Foto: Divulgação

O projeto rumo a embarcações autossuficientes, de explorações e pesquisas científicas movidas a hidrogênio, a partir da água, terá uma representatividade de peso durante a 30ª Conferência das Nações Unidas. O barco de 36 metros, o JAQ H1, com toda a sua “hotelaria” tecnicamente preparada e testada para utilizar o hidrogênio, será lançado no dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, a bordo.

Concebido como um avançado laboratório flutuante, o barco JAQ H1, um gigante com o equivalente a uma área de cerca de 400 m², será dedicado à promover educação ambiental e pesquisas dos biomas marinhos e fluviais.

JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação.

 

O sucesso da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que atua no setor há mais de cinco décadas com soluções de impacto ao país e com participação em várias campanhas ambientais, traz outros nomes de peso ao projeto JAQ Hidrogênio.

Entre eles, o Itaipu Parquetec: parque tecnológico ligado à maior hidrelétrica do Brasil. Itaipu já é um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento e garante que o hidrogênio utilizado no projeto seja produzido através de eletrólise alimentada por eletricidade de fontes renováveis.

 

Outro dos elementos disruptivos é a utilização da expertise industrial em tecnologia por meio da participação da Great Wall Motor (GWM). Também integra a parceria a alemã MAN, fabricante global de motores por meio de engenharia de alta eficiência.

JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

Já as soluções de mobiliário e design na hotelaria dos barcos será apoiada pela Artefacto, referência em design de alto padrão brasileiro. Com campanhas ativas voltadas à sustentabilidade e energia solar utilizada na produção, a Heineken também integra o hall de parceiros no projeto, assim como o premiado Café Orfeu.

O roteiro para a autossuficiência

O projeto JAQ Hidrogênio está sendo implementado de forma faseada, uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo.

  • Fase 1 (2025 – Apresentação na COP30): O primeiro barco, o JAQ H1 (de 36 metros), fará sua estréia formal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA). Nesta fase, a embarcação estará com o sistema tecnicamente pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo – com hidrogênio verde;

 

  • Fase 2 (abril de 2026): Durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, essa embarcação, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência (com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação;

 

  • Fase 3 (2027 – autossuficiência): O salto tecnológico ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo. A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões.

 

Além disso, o Projeto JAQ assinou recentemente um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que será a base de testes a partir de 2026. O acordo abrange estudos de viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil.

 

Ao apresentar sua tecnologia de eletrólise a bordo na COP30, o Projeto JAQ posiciona o Brasil como um centro de soluções tecnológicas em navegação sustentável, capaz de gerar um modelo replicável ao mundo.

 

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