Você sabe de quantos cunhos um barco precisa?
Presentes em quase todo barco, os cunhos são itens indispensáveis a bordo e variam na quantidade em relação ao porte da embarcação


Os amarradores, conhecidos no jargão naval como cunhos — ou cabeções, quando o assunto são os navios, barcos acima de 50 metros (164 pés) de comprimento — , são tão importantes para prender a embarcação no píer, na âncora ou em outra embarcação, que estão presentes em quase todos os barcos.
Náutica responde: Qual a diferença entre as âncoras Danforth e Bruce?
Pane seca: Marinha dá dicas de como prevenir a falta de combustível a bordo
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Essas peças em forma de uma pequena bigorna de ferreiro só não marcam presença em caiaques, canoas e pequenos veleiros monotipos. Nessas embarcações, os cunhos são substituídos por alças, que servem para passar um cabo e assim prender o barco em algum lugar. Exceto esses modelos, toda lancha, bote, veleiro e até jets têm cunhos para amarração.
Qual o número ideal desse item tão indispensável?
Basicamente, um barco precisa de dois cunhos na proa — um exclusivo para a âncora, se o barco não tiver um guincho para o equipamento — e dois cunhos na popa. Barcos de até sete metros (23 pés) de comprimento são muito bem servidos por cinco cunhos, assim distribuídos. Já os maiores que sete metros, por questões de praticidade e segurança, precisam de mais.
Quanto mais cunhos um barco tiver, mais fácil e segura fica a amarração, uma vez que os pontos de tensão são distribuídos no convés.


No entanto, isso exige que o projeto da embarcação comporte pontos de fixação dos cunhos no convés, o que implica em uma estrutura mais reforçada, muitas vezes com a presença de chapas metálicas na parte interna, para assim distribuir melhor os esforços, principalmente na proa e na popa, regiões onde, normalmente, são aplicadas as maiores tensões.
Uma regra geral que funciona bem na prática é manter uma distância de no máximo cinco metros entre os cunhos em barcos a partir dos oito metros de comprimento. Isso significa que uma lancha de nove metros (30 pés) teria um cunho a meia-nau, para manter cerca de 4,5 metros de distância entre os cunhos da proa e da popa.
Já um barco de 12 metros de comprimento (40 pés), seguindo essa mesma regra, deveria ter dois cunhos em cada bordo entre a proa e a popa. Nesse caso, a distância é de cerca de 4 metros entre os pontos de amarração. Barcos de 15 metros (50 pés), dentro dessa mesma orientação, também teriam dois cunhos entre a proa e a popa em cada bordo. No entanto, nesse caso, a distância entre os pontos de amarração seria de cerca de 5 metros.
No caso de iates, barcos a partir de 24 metros (79 pés) de comprimento, independentemente dessa regra prática, deve haver sempre dois cunhos na proa e na popa em cada bordo. Isso por uma questão de segurança e também praticidade nas amarrações, principalmente em marinas apinhadas de barcos grandes.


Alguns estaleiros são mais flexíveis e preferem instalar cunhos maiores, com distância de até 7 metros entre eles. Vale saber que os cunhos não podem ficar em pontos do convés que possam causar tropeções e que devem ser facilmente alcançados, tanto de dentro quanto de fora do barco.
Também é importante lembrar que os cunhos devem ter tamanho adequado para amarrar cabos de diâmetro compatível com o porte da lancha ou do veleiro.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Durante o NÁUTICA Talks do Rio Boat Show, Thiago Veiga, da Vibra, detalhou a nova formulação do combustível, que substitui biodiesel por HVO
Expedição liderada por Renan Macedo e Alisson Guedes chegou ao salão náutico, vinda de Niterói, para uma apresentação exclusiva. O evento segue até domingo (19)
Estrutura permite circuito 360° nas águas da Marina da Glória durante o maior evento náutico outdoor da América Latina
Estaleiro espanhol apresenta três embarcações no salão náutico, com destaque para o D50. Evento segue até domingo (19), na Marina da Glória
Iate de 27,43 metros de comprimento tem chamado atenção do público do salão náutico. Evento segue até domingo (19), na Marina da Glória




