Star Wars ganha novas cenas a bordo de superiates nas mãos de estúdio de design

14/06/2023

Alguns barcos são tão futurísticos que parecem ter saído de algum filme de ficção científica, como os da icônica saga Star Wars — que ganhará novos filmes em breve, para a alegria da legião de fãs. Inclusive, existem personagens que parecem ter sido feitos para navegar nestes cascos extravagantes.

 

Como seria ver Darth Vader, por exemplo, a bordo de um superiate? Um estúdio de design londrino tem a resposta — e as imagens.

Desde 2015, o estúdio ThirtyC cria conceitos artísticos com os personagens da franquia Star Wars navegando em superiates, como forma de celebrar o Star Wars Day, data celebrada em 4 de maio.

Anotado no calendário de todo admirador de Star Wars, o dia foi escolhido pelo trocadilho entre o clássico bordão “que a força esteja com você” — originalmente, em inglês, “may the force be with you” — e a sonoridade de “May the fourth”, que significa, justamente, 4 de maio.

Segundo o fundador do estúdio, Rob Armstrong, as imagens começaram a ser criadas “apenas por diversão”. Talvez ele não imaginasse que a legião de fãs da trama fosse abraçar tanto o trabalho a ponto de ele se tornar tradição, aguardada anualmente pelos adoradores de Star Wars.

Darth Vader e Stormtroopers em embarcação da Hodgdon Yachts.

“Ao longo dos anos, nossas imagens ganharam mais exposição e quase se tornaram esperadas”, disse Armstrong. “Cada ano é um desafio pensar em um novo ângulo criativo para nosso público e amigos”.

Princesa Leia e Chewbacca em embarcação da Cockwells.

A verdade é que nem precisa ser fã dos filmes de Star Wars para se encantar com o trabalho da ThirtyC, já que as imagens são tão bem-feitas que parecem até reais. Não seria de se espantar encontrar por aí uma chamada ao estilo “Darth Vader é flagrado navegando em superiate” depois de ver a imagem abaixo, por exemplo.

Os personagens do filme já “navegaram”, inclusive, em barcos conhecidos, como o Silver Fast, da Silver Yachts, o Eclipse, do estaleiro Blohm & Voss, e muitas embarcações da Damen.


Princesa Leia, R2-D2 e C-3PO no superiate Aura, da Heesen.

Para Armstrong, os iates “fornecem uma grande tela”. Veículos lendários de Star Wars, incluindo X-Wings, AT-ATs e TIE Fighters também fizeram sua aparição nos trabalhos da ThirtyC.

TIE Fighter em heliponto de superiate

Novos filmes Star Wars têm datas anunciadas

Para os fãs de Star Wars de plantão, a Disney e a Lucasfilm anunciaram três novos filmes da franquia para os próximos anos, segundo informações da revista Variety. No entanto, as empresas de entretenimento ainda mantêm suspense sobre os nomes ou tramas dos futuros lançamentos.

 

O primeiro novo filme de Star Wars tem previsão de estreia em 22 de maio de 2026, mesmo ano em que o segundo longa chegará aos cinemas — no dia 18 de dezembro de 2026, para ser mais exato. Por fim, o terceiro novo filme foi anunciado para estrear em 17 de dezembro de 2027.

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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