Famoso veleiro que deu volta ao mundo vai a leilão


O Guruçá Cat, famoso catamarã que deu a volta ao mundo, será leiloado na próxima sexta-feira, dia 18. O modelo, um Pignaton 54, foi construído pelo casal Guta Favarato e Fausto Pignaton.
Feito todo de madeira e com capacidade para 10 pessoas, o veleiro levou quatro anos para completar a circum-navegação. Foram mais de 30 países visitados durante o trajeto, incluindo a Indonésia, Malásia, Tailândia, Madagascar e Moçambique.
Em 2020, o casal decidiu vender o barco, mas a história não acaba por aí: um ano depois, ele foi interceptado a 270 km da costa do Recife com uma carga de 2,2 toneladas de cocaína. A operação foi realizada pela Polícia Federal e a Marinha do Brasil, com apoio de informações de agências de Portugal, Estados Unidos e Reino Unido. Os cinco tripulantes, todos brasileiros, foram presos. A droga e a embarcação, que tinham como destino a Europa, foram apreendidas.


De acordo com o G1 Pernambuco, Guta relatou que o veleiro já havia sido vendido duas vezes antes da apreensão. Ela e o marido lamentaram que a embarcação, lar do casal por uma década, tenha sido utilizada para o tráfico internacional de drogas.
Localizado agora no município de Tamandaré (PE), o Guruçá Cat será leiloado no próximo dia 18, às 10h, pelo lance mínimo de R$ 650 000,00. A venda ocorre pelo site da VIP Leilões e o anúncio já está aberto para lances.
Quanto a Guta e Fausto, o futuro já está sendo construído, mais especificamente, na forma de um novo catamarã. Eles pretendem realizar outra viagem ao redor do mundo e se dedicam para produzir uma embarcação à altura do desafio. Sem deixar de lado a consciência ambiental, o barco contará com painéis de energia solar, madeira reflorestada, tratamento de esgoto e dessalinizador.
Eles preveem concluir o trabalho em 4 anos, e declaram que a próxima aventura vai ser diferente. Em entrevista à Tribuna Online, Fausto afirmou: “A primeira volta ao mundo não é para curtir, é para aprender. Agora é que vamos nos divertir melhor”.
Por Gabriel Caldini, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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