Velejador Aleixo Belov cria museu para preservar viagens pelo mundo


Aos 77 anos, o velejador Aleixo Belov está construindo com investimento próprio um museu para expor as peças e conhecimento adquiridos durante cinco voltas ao mundo e tantas outras viagens. Há duas semanas, o barco Três Marias, com o qual completou sozinho três dessas voltas, foi colocado no casarão onde o museu funcionará, no Santo Antônio Além do Carmo. Um guindaste ergueu a embarcação de 7,5 toneladas e a alocou através de uma abertura feita no telhado.
Antes da pandemia de coronavírus, o também engenheiro e escritor já havia inaugurado no mesmo bairro a Fundação Aleixo Belov, que ficará responsável pela administração do museu e tem o objetivo de funcionar como um centro de estudos, pesquisa, fomento e discussão de temas ligados ao mar. A previsão é acabar a construção do museu no fim de setembro.
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Ucraniano radicado na Bahia, Aleixo mora em Salvador desde os seis anos de idade e vê esta como sua terceira fase – na primeira, viajou sozinho para aprender; e na segunda, viajou com um veleiro escola para ensinar. Ele decidiu preservar seu acervo para facilitar “se alguém um dia quiser aprender o que é preciso para fazer viagens” como ele. Lá, o público poderá encontrar todas as coisas que ele trouxe do exterior, as cartas náuticas, ensebadas, salgadas, riscadas, cronômetros, as coisas que usei para navegação, os principais livros., etc.
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