Tripulação do Endurance 64 encara o pior momento da viagem no 9º episódio da série
Nas águas geladas da Antártica, saga em parceria com a Yanmar passa por contaminação no diesel, cratera vulcânica e mudança de rota


O 9° episódio da série especial “Endurance 64: o veleiro polar” guarda o pior momento da viagem. Com estreia nesta quinta-feira (19), às 20h, no canal da NÁUTICA no YouTube, o episódio mostra fortes emoções da aventura registrada em solo (e mar) antártico, como a contaminação no diesel do motor, alterações de rota e a visita a uma cratera vulcânica inativa.
Tripulação atraca no continente gelado no 8º episódio de “Endurance 64: o veleiro polar”
Apreensão: tripulação do Endurance 64 chega à Passagem de Drake no 7º episódio
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Depois de finalmente atracarem na Antártica, a tripulação do veleiro Endurance 64 logo se viu diante de novos desafios. Ao deixarem a Estação Antártica Comandante Ferraz — a base brasileira no continente — o plano era seguir rumo à Deception Island (ou Ilha Decepção, em português), uma impressionante cratera vulcânica no arquipélago das Shetland do Sul.


Mas no mar polar, o destino nunca é garantido. O trajeto é recheado de vida marinha e blocos de gelo de tamanhos imprevisíveis — motivo, inclusive, pelo qual o proeiro deve estar em alerta permanente para evitar colisões com animais ou obstáculos congelados.
A Deception Island é um dos pontos mais curiosos da Antártica: é o interior de um antigo vulcão adormecido, em formato circular, acessível apenas por embarcações menores, como veleiros. Por isso a carta náutica da área é escassa em detalhes. Isso fez com que a tripulação se baseasse em mapas alternativos elaborados por tripulações de expedições anteriores para navegar por lá.


Apesar de conseguirem atracar na ilha, a navegação passou por momentos de tensão devido a uma séria contaminação no diesel, que fez o motor do veleiro parar. O problema envolveu muita tensão e exigiu respostas rápidas da equipe, que precisou de colaboração total.


Com a situação controlada, o grupo mudou os planos e logo seguiu para a Base Melchior, estação de pesquisa argentina na Antártica. A troca de rota aconteceu a tempo de evitar o isolamento forçado, que seria causado por uma forte mudança climática que manteria a tripulação presa por pelo menos três dias em Deception.




O novo episódio mostra como cada decisão importa em uma expedição polar — e como o imprevisível também faz parte da jornada.
As máquinas por trás da aventura à Antártica
Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.


Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.
Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.


Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.
A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Ação promocional transformou o Clipper City, um dos maiores veleiros dos EUA, em uma embarcação digna da Casa Targaryen
Próxima edição da competição mais antiga de vela acontecerá em 2027, na cidade de Nápoles, na Itália
O novo iate de Neymar revela uma tendência que vem transformando o mercado mundial de superiates e que também pode ser vista nos barcos brasileiros JAQ H1 e JAQ H2
Aos 16 anos, filho de Robert Scheidt termina em primeiro lugar no Kieler Woche Sailing, competição de alto nível que faz parte do Sailing Grand Slam
Segundo apuração da NÁUTICA, embarcação batizada de Enejota é avaliada em cerca de R$ 120 milhões e deve ser entregue ao jogador em Angra dos Reis




