Sul-Brasileiro de Optimist


Após três dias de regatas, o Campeonato Sul-Brasileiro, válido como Seletiva para o Mundial de Optimist, não poderia acabar de melhor maneira. A raia de Jurerê proporcionou ótimas velejadas aos atletas, com condições de vento nordeste de 10 a 14 nós. E quem melhor soube aproveitar os ventos foram os gaúchos Tiago Quevedo e Lucas Stolf, ambos do clube Veleiros do Sul. Tiago confirmou o bicampeonato da competição na categoria Veterano, coroando um ano perfeito que começou com o título brasileiro no Rio de Janeiro, enquanto Lucas foi o mais consistente entre os Estreantes.
Atual bicampeão brasileiro, Tiago Quevedo chegou à Florianópolis com a liderança da seletiva e o status de favorito para o título Sul-Brasileiro. Após um começo com alguns resultados inconstantes, o gaúcho assumiu a liderança da flotilha após a metade do campeonato, vencendo todas as regatas nos últimos dois dias.
“Estou muito feliz com o resultado. Comecei o campeonato com alguns erros, mas depois consegui velejar bem. Esse vai ser meu segundo mundial e quero melhorar o meu quinto lugar do ano passado. Quem sabe buscar uma medalha pro Brasil”, disse Tiago Quevedo, que em 2014 representou o Brasil no Mundial de Optimist, na Argentina.
Vice-campeão, Tiago Monteiro, do Cabanga Iate Clube Pernambuco, confirmou uma das cinco vagas na equipe brasileira que disputa o Mundial na Polônia. O velejador encerrou o Sul-Brasileiro com 45 pontos perdidos. O terceiro colocado no Sul-Brasileiro foi Gabriel Kern, do Clube dos Jangadeiros, com 46 pontos perdidos.
Líder entre os Estreantes, o gaúcho Lucas Stolf, do Veleiros do Sul, confirmou o título nesse sábado. O segundo lugar na primeira regata do dia confirmou a liderança ao velejador, que descartou a última pontuação do evento. Com nove pontos perdidos, Lucas terminou a competição um ponto à frente do pernambucano João Cardoso, do Cabanga Iate Clube. Pedro Amine, do Veleiros do Sul, completou o pódio da categoria com 18 pontos perdidos.
Com dezessete velejadores na flotilha Estreante, Tiago da Silva, do Iate Clube de Santa Catarina, foi o melhor catarinense ao final das disputas, terminando na nona posição com 47 pontos. Ainda entre os catarinenses Francisco Bittar ficou em 10º, João da Silva em 14º e Gabriel Steinman em 15º, todos do Lagoa Iate Clube.
O Campeonato Sul-Brasileiro de Optimist definiu a equipe brasileira que disputa o Mundial da categoria na Polônia. Além da dupla Tiago Quevedo (RS – Veleiros do Sul) e Tiago Monteiro (PE – Cabanga Iate Clube), os gaúchos João Vasconcellos e João Tatsch (Clube dos Jangadeiros) e Gabriel Camargo (Veleiros do Sul) integram a equipe de cinco atletas que representarão o país em Dzimnów.
“O nível técnico da seletiva foi muito bom. Os velejadores foram desafiados durante os quatro dias com diferentes condições de vento. Além disso, a flotilha se mostrou muito compacta, o que mostra o equilíbrio nas disputas. Os velejadores classificados têm tudo para representar muito bem o Brasil”, disse Ricardo Navarro, presidente da Comissão de Regatas.
Classificação – Veterano (após sete regatas e um descarte)
1º Tiago Quevedo (RS) – 21pp
2º Tiago Monteiro (PE) – 45pp
3º Gabriel Kern (RS) – 46pp
4º João Tatsch (RS) – 48pp
5º Gabriel Camargo (RS) – 50pp
6º Luan Souza (SP) – 56pp
7º João Vasconcellos (RS) – 48pp
8º Nicolas Bernal (SP) – 69pp
9º Guilherme Plentz (RS) – 70pp
10º Bernardo Pereira (BA) – 71pp
Classificação – Estreante (após cinco regatas e um descarte)
1º Lucas Stolf (RS) – 9pp
2º João Cardoso (PE) – 10pp
3º Pedro Amine (RS) – 18pp
4º Erick Carpes (RS) – 27pp
5º Leonardo Caminha (RS) – 28pp
6º Bruna Haiml (RS) – 38pp
7º Francisco Ruschel (RS) – 38pp
8º Guilherme Santos (RS) – 46pp
9º Tiago da Silva (SC) – 47pp
10º Francisco Bittar (SC) – 49pp
Classificados para o Mundial:
Tiago Quevedo (RS – Veleiros do Sul)
Gabriel Camargo (RS – Veleiros do Sul)
Tiago Monteiro (PE – Cabanga Iate Clube)
João Vasconcellos (RS – Clube dos Jangadeiros)
João Tatsch (RS – Clube dos Jangadeiros)
Foto: Mauro Goulart/ICSC
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Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.




Interior refinado
Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente. [caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"]





Console central bem protegido
O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos. Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser. [the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"] [the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"] Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário. Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores. [caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"]

Circulação exemplar, proposta bem definida
Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca. No piso, a madeira teca é item opcional. Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido. [caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"]







Casa de máquinas
A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros. [caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"]

Mesmo casco, mesma confiança
Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha. Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas. Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor. [caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"]

Pontos altos
— Qualidade construtiva — Acabamento de primeira — Casco estável e cortador de onda [caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"]

Pontos baixos
— Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior — Falta trava para a corrente da âncora — Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustívelDetalhes da navegação
A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível. VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm) CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm) ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026) [caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"]

Como ela é
Ficha técnica da Schaefer V34 — Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés) — Boca máxima: 3,35 metros. — Calado: 0,45 metros — Tanque de combustível: 700 litros — Tanque de água doce: 150 litros — Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas — Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9° — Deslocamento (leve): 4.950 kg [caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"]





















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