Artista francês leva obra com veleiros Optimist para a Baía de Guanabara nesta quinta-feira (22)

Inédito no Brasil, projeto de Daniel Buren acontece desde 1975 em cidades icônicas do mundo. Exposição se estenderá ao MAM de 28 de janeiro a 12 de abril

20/01/2026
O projeto Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela), do artista francês Daniel Buren, será exibido no Rio. Foto: Divulgação

Uma obra que há mais de 50 anos percorre pontos icônicos do mundo vai, pela primeira vez, atracar — e navegar — no Brasil. Do artista francês Daniel Buren, Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela) ganhará as águas da formosa Baía de Guanabara nesta quinta-feira (22), antes de seguir para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).

Apresentada desde 1975, a obra que já passou por cidades como Berlim, Genebra e Miami leva as tradicionais listras de Buren para as velas de veleiros Optimist, que, juntas, pintam o horizonte.

 


Ao todo, onze veleiros vão partir às 15h da Marina da Glória para um percurso até a Praia do Flamengo, formando uma verdadeira intervenção artística em movimento. De lá, as embarcações partem para o foyer do MAM, onde passam a compor a exposição derivada da regata de 28 de janeiro a 12 de abril.

 

No museu, os barcos serão acomodados em ordem de chegada, de modo a evidenciar a transição do uso funcional para o campo artístico. A ideia, na prática, é prolongar em terra firme a experiência criada no mar.

Esse encontro se desdobra em um debate sobre onde está a arte, com uma experiência estética capaz de afetar a nossa relação com uma paisagem conhecida– afirmou o diretor artístico do museu, Pablo Lafuente

O percurso pela Baía de Guanabara poderá ser acompanhado da orla. Para a exposição, a entrada no MAM é gratuita.


Sobre o artista

Daniel Buren (França, 1938) é um dos principais nomes da arte conceitual desde os anos 1960. Tornou-se conhecido pelo uso de listras verticais de 8,7 cm em cores contrastantes, aplicadas a superfícies, espaços arquitetônicos e intervenções urbanas. É responsável por consolidar o conceito de arte in situ, em que cada obra responde diretamente ao ambiente em que é apresentada.

Foto: Pascal Ferro / Wikimedia Commons / Reprodução

A partir dos anos 1990, expandiu suas pesquisas para o uso de cor, luz e reflexos, criando ambientes imersivos que transformam a percepção do espaço. Participou de diversas edições da Bienal de Veneza, recebendo o Leão de Ouro em 1986, e segue com presença marcante no circuito internacional.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Ciclone-bomba não é o maior risco para navegação no Sudeste; alerta vem no domingo e segunda

    Segundo Guilherme Kodja, consultor técnico do Grupo Náutica, ventos fortes de noroeste já exigem atenção, mas o principal perigo para quem navega deve vir com a atuação de um anticiclone pós-frontal

    Parece Van Gogh, mas é a natureza: mapa das correntes oceânicas da NASA impressiona

    Modelo reconstrói, com base em décadas de dados, o comportamento dos oceanos e sua influência sobre o clima global. Assista!

    Assim como hotéis, lanchas entram na era do "day use"; entenda

    Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas

    Parceria de vida: Lars Grael e Clínio de Freitas relembram 40 anos de competição na antiga União Soviética

    Dupla com forte histórico de competições e regatas nutre relação de amizade mais intensa ainda. Conheça!

    Dono de estaleiro abre mão de R$ 2 bilhões e doa parte da empresa à caridade

    Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle