Guarujá, no litoral de SP, terá o 1º centro de visitação subaquático da América Latina

A praia do Gauiúba recebeu 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água

23/03/2026
Sérgio Zagarino, diretor de Turismo do Guarujá, compartilhou o momento em que as esculturas chegaram ao local através de seu Instagram. Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

O primeiro centro de visitação subaquático da América Latina já tem endereço: a praia do Gauiúba, no Guarujá, litoral de São Paulo. Neste final de semana, o local recebeu o afundamento de 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água. A ideia é explorar o turismo náutico de mergulho com viés ambiental, uma vez que as obras vão atuar como recifes artificiais para as espécies da região.

A instalação está estrategicamente próxima à Ilha do Mato, a cerca de 500 metros da praia do Gauiúba. O local, que pode ser acessado por barco, caiaque ou a nado — para os mais esportistas —, é considerado por muitos como um paraíso para apreciar a natureza.

Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

O acervo presta homenagem a figuras históricas e regionais, incluindo representações de Santos Dumont, estivadores e elementos folclóricos, como sereias. A iniciativa promete atrair mergulhadores e entusiastas da preservação marinha, de modo a consolidar a região da Baixada Santista como um destino de destaque para o turismo náutico nacional.

Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

Conforme apuração do Diário do Litoral, o espaço ainda passará por etapas finais antes da abertura oficial ao público, que deve ocorrer em breve.

Mais um recife artificial

Embora novidade no quesito “museu subaquático”, essa não é a primeira vez que estruturas são afundadas propositalmente no país mirando o turismo de mergulho e a conservação da vida marinha.

Foto: Internacional Travessias/ Divulgação

Em 2025, também no mês de março, o ferry-boat Juracy Magalhães teve como destino o fundo do mar. Após realizar a travessia Salvador-Itaparica por mais de 45 anos e passar outros 7 anos “aposentado”, o barco recebeu uma nova missão: ajudar a restaurar recifes marinhos e estimular o turismo subaquático na Baía de Todos-os-Santos.

 

À época, a Secretaria de Turismo de Salvador destacou que o afundamento do navio colaboraria com o surgimento e recifes artificiais, que se transformam em novos habitats marinhos.

Ferry-boat Agenor Gordilho, afundado em 2019, hoje é refúgio para a vida marinha. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

Na prática, eles beneficiam a vida marinha ao criar estruturas onde antes não havia abrigo, oferecendo proteção contra predadores e superfície para a fixação de algas, corais e outros organismos. Isso aumenta a disponibilidade de alimento e atrai diferentes espécies, promovendo a biodiversidade e contribuindo para a recuperação de ecossistemas degradados.


Saindo do Brasil e indo para águas internacionais — ou melhor, orientais —, encontramos um exemplo ainda mais recente, desta vez, no Japão. Em outubro de 2025, uma obra de 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas ganhou as águas da Ilha de Tokunoshima.

Escultura Ocean Gaia. Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

Batizada de Ocean Gaia, a obra do escultor premiado Jason deCaires representa uma gestante repousando com semblante calmo. A iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados para serem colonizados pela vida marinha e transformados em um recife artificial.

 

O artista, aliás, tem outras dezenas de esculturas feitas e entregues com o mesmo propósito, e costuma compartilhar o “antes e depois” após suas obras atingirem o objetivo, como retrata o exemplo a seguir.

Escultura da obra “Silent Evolution” (Evolução Silenciosa), de Jason deCaires, já colonizada pela vida marinha. Foto: MUSA / Jason deCaires / Divulgação

 

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