Empresa usa IA para caçar tesouros no fundo do mar e procura “pirata” com salário de até R$ 2,6 milhões

AE Studio quer contratar especialista em navegação e mergulho para recuperar cargas de naufrágios antigos apontados por inteligência artificial em registros coloniais espanhóis

14/08/2026
Jack Sparrow, pirata protagonista da franquia Piratas do Caribe da Disney. Foto: Disney / Divulgação

Uma empresa de inteligência artificial abriu uma vaga que parece saída de um filme de aventura: contratar um “pirata” para caçar tesouros no fundo do mar.

A proposta é da AE Studio, consultoria de software e pesquisa em IA que afirma estar usando inteligência artificial para localizar naufrágios antigos e cargas perdidas. A remuneração pode chegar a US$ 500 mil por ano — o equivalente a quase R$ 2,6 milhões na cotação de agosto de 2026 –, além de participação no projeto e em eventuais riquezas recuperadas.

Foto: Raul_Mellado / Envato

O plano mistura tecnologia de ponta com um imaginário clássico da navegação. A empresa diz analisar cerca de 80 milhões de páginas de documentos coloniais espanhóis, cobrindo 500 anos de registros náuticos, seguros, rotas marítimas e arquivos de almirantado. A partir desse cruzamento de dados, a IA tenta identificar áreas com maior chance de abrigar navios afundados ainda não descobertos.

 

Mas há um detalhe: como a própria empresa brinca, “o modelo não nada”. Por isso, a AE Studio procura alguém capaz de transformar pistas digitais em expedições reais no oceano.

 

O candidato a “pirata” precisa ter ampla experiência no mar, certificações de mergulho e disposição para atuar em locais remotos e condições difíceis. A lista de diferenciais inclui experiência em salvamento de cargas anteriores a 1800, domínio de espanhol, português e holandês, certificações de navegação e até vivência operacional em áreas como Somália, Hormuz ou Malaca.

O candidato a “pirata” vai precisar desenvover tarefas complexas. Foto: Image-Source / Envato

Apesar do tom bem-humorado da vaga, a missão envolve tarefas complexas: cuidar de permissões, lidar com portos, organizar operações de busca, mergulhar em áreas de risco e enfrentar as incertezas típicas de qualquer expedição marítima.

 

Entre as áreas citadas pela empresa estão pontos próximos à Flórida, região conhecida por naufrágios espanhóis históricos, além de locais perto de Cartagena, na Colômbia, e da costa da Tanzânia. Uma das referências remete ao entorno do naufrágio do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha, perdido em um furacão em 1622.


A iniciativa mostra como a inteligência artificial começa a avançar também sobre o universo da exploração marítima. Em vez de mapas desenhados à mão, baús enterrados e lendas de taverna, a nova caça ao tesouro parte de bancos de dados, arquivos históricos digitalizados e modelos capazes de encontrar padrões em milhões de documentos.

 

Ainda assim, a parte mais difícil continua sendo a mesma de séculos atrás: depois que a tecnologia aponta o caminho, alguém precisa encarar o mar.

 

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