Atins e o kitesurf: destino nos Lençóis Maranhenses revela nome jovem no esporte
As hipnotizantes dunas dos Lençóis Maranhenses revelam mais do que paisagens admiráveis. Em Atins, vila localizada no município de Barreirinhas (MA), o cenário natural também tem servido de palco para a formação de novos nomes do kitesurf — esporte que ganha cada vez mais força na região. Um dos destaques é Luiz Inácio Pereira, jovem atleta que, aos 15 anos, já acumula títulos em campeonatos nacionais.
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No kitesurf, o praticante combina manobras na água e no ar com o auxílio de uma “pipa” — estrutura semelhante à de um parapente — presa ao corpo por um cinto. O esporte mistura técnicas de modalidades como surf, windsurf, parapente e skate, exigindo equilíbrio, leitura do vento e domínio técnico.
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Conhecido como Luizinho, o atleta começou a praticar kitesurf aos 12 anos e, em 2025, passou a viajar pelo país em busca de competições. Morador de Atins, encontrou no esporte não apenas uma atividade competitiva, mas também um estilo de vida ligado ao vento, ao mar e à paisagem dos Lençóis Maranhenses.
Sua estreia em campeonatos aconteceu no Macapá Big Air, disputado no Piauí, onde competiu na categoria intermediária e conquistou o primeiro lugar. Em seguida, participou do Circuito Brasileiro de Kitesurf Big Air, no Ceará, competindo na categoria Sub-19 e garantindo a medalha de prata.


Os bons resultados levaram Luizinho a competir em outros destinos do Piauí, como Barra Grande, Coqueiro, Atalaia e Pedra do Sal, além de praias do Ceará, como Jericoacoara, Guajiru e Tatajuba. No Maranhão, também marcou presença em diferentes pontos da região dos Lençóis, consolidando sua trajetória ainda precoce no esporte.
Mais do que revelar atletas, o kitesurf tem contribuído para projetar Atins no mapa turístico do Brasil. As condições naturais da vila — ventos fortes e constantes aliados a águas relativamente calmas — formam um dos cenários mais próximos do ideal para a prática desse esporte. Não por acaso, o destino tem atraído kitesurfistas de diferentes países.


Sobre o kitesurf
Criado em 1985, na França, o kitesurf une dois elementos centrais já presentes em seu nome: kite (pipa, em francês) e surf (que dispensa comentários). Para a prática, são necessários uma prancha, a pipa, o cinto de tração (que conecta o atleta ao kite), a barra de controle (responsável por direcionar e frear a pipa) e as linhas que mantêm o sistema em funcionamento.
O vento é o principal motor do esporte. Com ele, o atleta ganha sustentação para saltos e manobras aéreas, que lembram movimentos do skate, enquanto na água as técnicas se aproximam do wakesurf. A combinação de liberdade e radicalidade exige estrutura de segurança nas competições, tanto para os atletas quanto para o público.
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