Brasil encerra temporada de estreia no SailGP na 11ª colocação geral; Inglaterra é campeã

Mubadala Brazil terminou GP de Abu Dhabi no 12ª lugar após sofrer penalidade por encostar em barco

01/12/2025
Mubadala Brazil, time do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

Chegou ao fim a 5ª edição do SailGP, tida como a Fórmula 1 da Vela e que terminou com festa inglesa. A última etapa do ano ocorreu neste domingo (30) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o time da Emirates GBR conquistando o título da temporada e o Brasil na 11ª colocação geral.

O pódio da última corrida da temporada teve as equipes da Dinamarca (1º), Itália (2º) e França (3º) — mas nenhum deles disputaram a grande final. Por conta da pontuação geral acumulada ao longo do campeonato, quem disputou o troféu foram as equipes da Emirates GBR (Inglaterra), da Bonds Flyng Roos (Austrália) e da Black Foils (Nova Zelândia).

Emirates GBR venceu a 6ª edição do SailGP. Foto: SailGP/ Divulgação

Quem viu, não se decepcionou. A grande final contou com manobras surpreendentes e uma corrida acirrada de tirar o fôlego, terminando com a vitória da equipe inglesa — que desembolsou o prêmio de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões em conversão de dezembro de 2025). O vice ficou por conta da Austrália, com a Nova Zelândia fechando o pódio final.

 

Numa reviravolta emocionante, a Emirates GBR, liderada por Dyan Fletcher, velejador medalhista olímpico, se recuperou da terceira posição para ultrapassar os BONDS e os Black Foils na quarta etapa da disputa decisiva. Assim, a Inglaterra se torna apenas a terceira equipe a conquistar um título da SailGP.

E o Brasil?

Com bons momentos na água, o Mudabala Brazil sofreu uma penalidade cruel ao encostar em outro barco e amargou a 12ª posição na etapa — mesmo que tenha colecionado resultados importantes no SailGP de Abu Dhabi.

Brasil em disputa no SailGP de Abu Dhabi. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

O Brasil abriu as regatas do fim de semana com um 4º lugar, atrás apenas dos times da Alemanha, Canadá e Dinamarca. Na sequência, o Mubadala ocupou a 8ª e 7ª posição nas duas corridas seguintes.

 

O destaque ficou para a quarta e última regata de sábado, quando a equipe verde a amarela conquistou sua melhor colocação na etapa — um 3º lugar, ao lado dos times da Suíça (1º) e Dinamarca (2º). Já neste domingo (30), as duas últimas corridas da etapa de Abu Dhabi com participação brasileira renderam ao time a 9ª e a 11ª colocação.

Catamarã F50 do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

Já no placar final da temporada do SailGP, o Mubadala, na sua temporada de estreia na liga, figurou na 11ª posição, à frente do time dos Estados Unidos por 10 pontos de diferença. Os momentos de maior destaque da equipe do Brasil foram os dois primeiros lugares conquistados em distintas regatas (Espanha e EUA).

 

Liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael, a encerra sua primeira temporada com um balanço bastante positivo e a sensação de estar navegando — e voando — na direção correta.

Nossa equipe está muito mais entrosada e confiante a bordo do F50, e estamos todos muito animados para o ciclo de 2026 que se aproxima– destacou Martine

Martine Grael, capitã do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

Para uma equipe estreante em um campeonato tão disputado quanto o SailGP, o Brasil demonstrou uma evolução surpreendente a bordo do catamarã F50, garantindo duas vitórias em regatas ao longo da temporada. Não á toa, Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, opinou que a posição da equipe não reflete o potencial do grupo.

É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência– afirmou Lisa à Revista Náutica

2026 é logo ali!

O fim da temporada 2025 é apenas o início de uma nova fase para o SailGP e para o Brasil. O campeonato de 2026 já começa em janeiro, nos dias 17 e 18, com o Oracle Perth Sail Grand Prix, na Austrália.

Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução

Contudo, o principal marco do próximo ciclo da competição será a aguardada estreia da primeira etapa da história na América do Sul, quando o Rio de Janeiro sediará o evento nos dias 11 e 12 de abril de 2026, consolidando o Brasil como um polo de grandes eventos esportivos, inovação e sustentabilidade na vela global.

 

E, para quem quiser recapitular a histórica temporada brasileira no SailGP, será lançada em dezembro no canal SporTV e no Globoplay (streaming) a série documental “Born to Sail”, realizada pela AT Films e que mostrará os bastidores do Brasil nesta edição e destacará o pioneirismo da capitã Martine Grael — primeira mulher a ocupar a posição de driver na história do SailGP.

 

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